Visão da Baixada Santista, a partir do Caminho do Mar, em Cubatão: oportunidade de desenvolvimento conversa com entendimento regional (Raimundo Rosa/Arquivo AT) Se a Região Metropolitana chegou aos 30 anos, é possível pensar nos próximos anos? Mais uma vez, elementos como planejamento, entendimento e execução serão determinantes para isso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A gente precisa aprimorar, corrigir eventuais parâmetros existentes no processo democrático e também nessa questão metropolitana. Vamos continuar trabalhando nesse sentido. Mobilizando as forças políticas, tendo esse processo de convencimento, com diálogo, envolvendo também o Poder Legislativo estadual, os deputados aqui da região, para que a gente tenha sucesso”, afirma o prefeito de Bertioga e presidente do Condesb, Felipe Bernardo (PSD). Segundo ele, a luta pela manutenção da Agem como é hoje sinaliza uma prioridade regional. “A preocupação existe, porque é uma mudança de algo que estava sendo muito bem executado. Os investimentos estavam acontecendo, o fundo estava tendo uma boa gestão, com muita transparência e critério. E essa mudança para centralizar numa agência única em todo o Estado não deve se concretizar”. Participação da sociedade O bom encaminhamento dos debates metropolitanos passa, também, pela plena participação da sociedade civil, que tem uma cadeira desde 2022 no Condesb. Um dos responsáveis por essa voz é a organização da sociedade civil Consciência pela Cidadania, ou apenas Concidadania. Para Marcos Bandini, coordenador de relações com a comunidade, a presença obtida após decisão judicial já rendeu frutos. “Já existia uma participação nas câmaras temáticas há muito tempo. Existia um processo acumulado na nossa região, em relação à questão metropolitana. Felizmente, na nossa região, a sociedade civil é muito mobilizada”. Para ele, é esta mobilização que permite lutar pelo fim das desigualdades. “Não é um assunto corriqueiro qualquer, e não vai ser equacionado sem uma visão, uma atuação integrada, comum, conjunta e dos vários níveis da federação”, acredita. Valor Presidente da CET-Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves reforça que a Baixada Santista é a terceira região metropolitana do Estado com a maior arrecadação por parte dos municípios. “É uma região que mostra uma força muito grande, que tem o maior porto da América Latina e tem um potencial enorme para se desenvolver”, avalia. Para Gonçalves, a mobilidade urbana é um fator preponderante para reforçar essa hegemonia da região nos próximos anos. “Uma coisa que a gente precisa observar na nossa região é a distância entre as duas pontas. São 131 quilômetros que mudam totalmente a realidade das cidades. É uma região longilínea. Então, os hábitos mudam, os costumes e as expectativas mudam. Mas é uma região que tem um potencial muito forte”, diz.