Eric Coló, da Secretaria de Estado da Educação, destaca que a demanda pela ampliação da jornada deve partir das escolas da rede. Pedidos são avaliados conforme estrutura e orçamento (Alexsander Ferraz/AT) A expansão da educação em tempo integral na rede estadual envolve diretamente questões de orçamento, demanda por vagas e estrutura física das escolas. A avaliação foi apresentada pelo supervisor educacional da Secretaria de Estado da Educação, Eric Vellone Coló, ao responder perguntas durante o evento A Região em Pauta – Educação, no auditório do Grupo Tribuna. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo Coló, o avanço do ensino integral ocorre a partir de duas frentes principais. “São duas frentes: a orçamentária e também o estudo de demanda”, afirmou. Ele explicou que, em algumas regiões, especialmente na Baixada Santista, a procura por matrículas é elevada, mas as escolas não conseguem absorver todos os estudantes por falta de estrutura física. “Há regiões em que a demanda pelo número de matrículas é tão alta que nós não temos espaço físico suficiente para essa adequação”, disse. O supervisor citou como exemplo escolas que funcionam em dois períodos, mas não possuem salas suficientes para unificar as turmas em tempo integral. “Imagine que uma escola tenha 12 turmas de manhã e 12 turmas à tarde, só que não há 24 salas. Então, não temos como colocar 24 turmas no mesmo período”, afirmou. Segundo ele, nesse cenário, a adequação do espaço físico e o orçamento estão diretamente relacionados. “A adequação do espaço físico e o orçamento cabem muito junto”, disse. Coló destacou que nem todas as dificuldades estão ligadas apenas à falta de recursos financeiros. “Há limitações que não são de curva orçamentária. Há limitações de demanda, em que nós não temos um número de salas suficiente”, afirmou. De acordo com ele, o Estado tem buscado otimizar as vagas nas unidades existentes para ampliar a oferta do ensino integral com mais eficiência. Crescimento Ao tratar da expansão do modelo, o supervisor afirmou que há um compromisso da Secretaria de Estado da Educação com o crescimento do ensino integral, especialmente em regiões menos atendidas. “Fica o compromisso aqui da Secretaria com a expansão, especialmente nas regiões menos atendidas”, disse. Segundo ele, novas portarias devem contemplar escolas onde a comunidade manifeste interesse. Coló ressaltou que a definição das escolas que adotam o ensino integral não é imposta pelo Estado. “A Secretaria nunca impõe por portaria quais serão as escolas integrais. É sempre uma decisão local”, afirmou. De acordo com ele, os diretores, junto com suas comunidades, podem se inscrever para participar do programa, passando por um processo de análise baseado na demanda existente.