Na visão de especialistas presentes ao evento, falta engajamento popular na luta por melhorias (Vanessa Rodrigues/AT) Embora esteja no centro da segurança pública, a sociedade não participa dos debates e da busca por soluções para a área. Esta é a constatação de painelistas de A Região em Pauta, que aconteceu no Grupo Tribuna na última segunda-feira (27). Na visão de especialistas presentes ao evento, falta engajamento popular na luta por melhorias. Quem mais insistiu com essa defesa foi Paulo Schneider, vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança que abrange os bairros santistas do José Menino, Pompeia, Gonzaga e Boqueirão, o Conseg 7. Ele não poupou palavras ao afirmar que as pessoas não discutem seus problemas, tentando encontrar caminhos para diminuir a criminalidade. “Está faltando participação popular”, resumiu, afirmando que as reuniões do colegiado do qual faz parte também sofrem com a ausência dos moradores dos bairros atendidos. “A gente tem reuniões no José Menino, mas não vejo moradores dos outros bairros debatendo as situações de segurança. Precisamos de engajamento. Segurança pública é dever de todos”. Schneider disse, ainda, que colaborar com a busca por caminhos que combatam a violência é um ato de cidadania. “Se não cobrarmos, como vamos querer exigir (algo) dos órgãos públicos”, salientou. O pensamento é parecido com o do presidente do Sindicato dos Empregados em Edifício e Condomínios de Santos e Região, José Maria Félix. “Se não faço minha parte, de que adianta o setor público?”, questionou, argumentando que as reuniões em prédios e edifícios também costumam sofrer com falta de pessoas. “Nos preocupamos em chamar síndicos e moradores. A participação é pouca”, lamentou. Ao ouvir as falas destes dois convidados do seminário, o comandante do CPI-6, da Polícia Militar, coronel Rogério Nery, incentivou que os cidadãos apoiem e compareçam aos encontros do Consegs. “Tragam suas necessidades”, declarou o oficial. Efetivo Diante da insistência sobre a necessidade de aumento de participantes em reuniões, Schneider foi questionado sobre a efetividade do trabalho dos Consegs para a solução dos problemas. Ele garantiu que os grupos são fundamentais para as forças de segurança. “Graças ao Conseg 7, vemos redução significativa de queima de fios, principalmente na área do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), com a Guarda Civil Municipal (GCM) batendo forte lá”, citou.