[[legacy_image_211825]] O ditado popular é implacável: ninguém nasce sabendo. Nem na política. A Escola do Legislativo existe justamente para dar forma às três principais partes envolvidas nesse processo que mexe com a vida de todos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Elas surgem, primeiramente, para poder aprimorar e aperfeiçoar o servidor. Por exemplo, mudou a Lei da Transparência ou da Licitação. Ele precisa ser qualificado”, afirma Vanessa Ratton, que implantou e atuou como diretora de três dessas na Baixada Santista (Santos, Guarujá, Praia Grande), além de ajudar na de Cubatão. Ao mesmo tempo, lembra Vanessa, as Escolas do Legislativo servem para poder embasar os agentes políticos e suas assessorias. “Um candidato que está entrando pela primeira vez e sua assessoria não tem experiência de como funciona a casa legislativa na questão dos trâmites e da redação”, explica. O terceiro ponto do tripé é a educação política para a comunidade, de modo que as pessoas possam estar preparadas para o exercício da cidadania mediante os deveres que são conferidos. “Muitas pessoas até hoje não sabem qual o papel do Legislativo, do Judiciário e do Executivo, além do âmbito de cada um, incluindo o federal. E como se denuncia, como se pode participar, fiscalizar e participar do processo. A população precisa ser empoderada para participar ativamente desse exercício. E não é política partidária. É uma política de estado”, define. A participação se dá nas preferências da comunidade para diversas áreas, independentemente de quem estará ou não no governo. “Se a gente se empodera, discute, dialoga, ouve propostas, elege prioridades, participa do orçamento, é um sintoma deste poder. A pressão popular é tão forte que não importa quem está ocupando a cadeira. Quem está no poder é o povo. Eles nos representam. Então isso é muito importante”, argumenta Vanessa. ExemploComo também é professora, Vanessa Ratton recorre a um exemplo bastante prático para lembrar dos problemas que podem ser provocados pela falta de participação – ou até mesmo de interesse – na política. “Você ganha na Loteria Federal e entra em um banco onde não conhece ninguém. Chega para o gerente, que você nunca viu na vida, e diz: ‘Olha, está aqui. Daqui a quatro anos eu venho buscar meu lucro. Vocês acham que quando voltarem lá a pessoa estará lá e terá aplicado o dinheiro da maneira que você queria, sem papel algum? Alguém faria isso com o próprio dinheiro?”, desafiou. Vanessa acredita que o grande erro está nas pessoas imaginarem que o dinheiro público não é delas. “Se a gente achasse que o dinheiro público é nosso, a gente ia querer saber para quem estaríamos entregando, aonde e como estaria sendo aplicado, quais resultados iria ter. Cobraríamos e iríamos querer ver esses resultados. Isso, para mim, é o mais importante”.