[[legacy_image_299890]] Empresas que deixam funcionários de grupos minoritários à vontade e confiantes para externar suas orientações e identidades no ambiente de trabalho aumentam a produtividade de seus colaboradores. Esta foi a conclusão dos palestrantes do oitavo fórum do ano do projeto A Região em Pauta, que ocorreu ontem, no auditório do Grupo Tribuna. Desta vez, o tema foi Inclusão e Diversidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os convidados destacaram a importância de se criar um ambiente em que os trabalhadores não escondam quem são. Ao falar de ações com esse viés, a gerente de Recursos Humanos da MSC, Aurora Acuña, deu um exemplo do que ocorre em sua organização. “Tentamos fazer as pessoas ficarem confortáveis. Nossos escritórios estão preparados para os profissionais se sentirem acolhidos. Fizemos mudança nos banheiros. Tem o unissex, além dos separados por gênero. No começo, foi impactante. Mas, como deixo o prédio pronto para cadeirantes, tenho de começar a fazer ações mais concretas (para outros públicos)”, disse. [[legacy_image_299891]] A coordenadora de Cultura e Diversidade da EcoRodovias, Débora Toti, disse que, “para todos os colaboradores LGBTQIAPN+, este trabalho de inclusão é extremamente importante”. Por isso, sua empresa instituiu um censo anônimo interno. “As pessoas ficam à vontade para identificarem suas orientações. É um caminho. Fazemos a cada dois anos, e dobrou a quantidade de pessoas que se declararam LGBTQIAPN+. Isso quer dizer que ficaram mais confortáveis para se abrirem. Ali, você pode ser você.” [[legacy_image_299892]] Conforme o coordenador de Diversidade e Inclusão da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), Alexandre Kiyohara, que é um homem trans, o resultado disso é a melhora da atuação dos funcionários. “As empresas, internamente, estão conseguindo fazer esta medição de produtividade de pessoas de grupo sub-representado. É até uma experiência pessoal. Quando me entendi como pessoa trans, comecei a produzir mais, porque não me preocupava mais em ter de fingir algo que eu não era. Minha preocupação estava 100% na entrega”, comentou. Por esses motivos, a subgerente de RH da MSC, Juliana Ventura, ressaltou ser necessário pôr em prática projetos de sensibilização. “Os colaboradores precisam se sentir em um ambiente seguro e confortável, entendendo que não estão em local em que vão receber represálias. É trabalho de formiguinha para se tornarem confortáveis.” [[legacy_image_299893]] No domingo, A Tribuna publicará um caderno especial sobre esta edição do A Região em Pauta, no qual constarão estes e outros assuntos debatidos no fórum.