Rodrigo Martins, do Sebrae-SP: planejamento estratégico é a chave (Vanessa Rodrigues/AT) O empreendedorismo já se consolidou como realidade para milhões de pessoas pelo País. No entanto, a gestão de um novo negócio impõe algumas regras, de modo que não seja, ao invés de uma solução financeira, uma armadilha para endividados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o consultor financeiro do Sebrae-SP, Rodrigo Martins, a ausência de gestão financeira eficaz é um dos principais motivos que levam as empresas ao fracasso nos primeiros cinco anos de negócio. “Há três aspectos fundamentais: planejamento prévio, gestão empresarial e comportamento empreendedor”, ensina. O planejamento prévio pede, por exemplo, informações sobre o mínimo necessário de vendas, preço a ser praticado e qual tipo de público deve ser focado. “Essa falta de planejamento inicial, muitas vezes, é o motivo da mortalidade da empresa”, acrescenta Martins. Universo Dados do próprio Sebrae, com base no Portal do Empreendedor, indicam que a Baixada Santista possui 233.547 MEIs (microempreendedores individuais). Destes, 108.532 são do sexo feminino, e 123.015, do sexo masculino (confira os números por cidade no quadro). (Reprodução) “Aqui na Baixada Santista, temos um grande problema, que é a questão do aluguel. A nossa área é muito cara. Então, o aluguel é um grande entrave para empreender”, analisa o consultor. Segundo ele, o ideal é que o aluguel do ponto corresponda a, no máximo, 10% do faturamento. “Se eu vou pagar R\$ 5 mil de aluguel, é prudente que tenha R\$ 50 mil de faturamento. E, muitas vezes, é aí que se começa errando, ao alugar um ponto já muito caro, que não vai ter capacidade para pagar o aluguel nos próximos meses.” O desconhecimento sobre capital de giro é outra preocupação. “Acesso a crédito, que é algo difícil hoje para você abrir uma empresa. Quase nenhum banco tem recurso disponível para um investimento inicial, pois as linhas de crédito são destinadas para quem já tem um ano de mercado.” Ele acrescenta que o tempo necessário para o payback (retorno do investimento) é entre um ano e meio e três anos. “É preciso ter recursos próprios para aguentar esse período”, finaliza.