Nathaly Rodrigues Yamamoto, Aluna da UME 28 de Fevereiro (à esquerda superior); Layza Laynara Amarante, Aluna da UME 28 de Fevereiro (à direita superior); Giovanna Fachinelli, Criadora do projeto E aí, vai de leitura? (à esquerda inferior) e Carlos Leonardo Borges da Silva, Diretor da EM Isabel Figueiroa Brefere (à direita inferior) (Sílvio Luiz/ AT) Diante da impossibilidade de usar celulares na escola, estudantes que participaram do fórum do projeto A Região em Pauta apontaram alternativas que têm condição de tornar o afastamento da tela mais fácil e até interessante. Entre as sugestões, estão atividades esportivas. Opções ligadas à cultura e bate-papo também foram citadas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A primeira pessoa a falar sobre o tema foi a aluna Alice Maria de Oliveira, da Escola Estadual (EE) Albino Luiz Caldas, de São Vicente. De forma sucinta, ela pediu que, no recreio, a diretoria da escola libere “bolas de vôlei, basquete e futebol, além de outros jogos”. Mais adiante, Pedro Henrique de Lima Silva, da também vicentina Etec Ruth Cardoso, deu outra ideia. “Seria interessante ter oficinas, usando espaços que não sejam a quadra”. Nathaly Rodrigues Yamamoto, da UME 28 de Fevereiro, de Santos, disse gostar da ideia do colega. Então, na sequência, disse que os educadores poderiam promover momentos de bate-papo. “Deveríamos ter mais rodas de conversa. Isso seria muito bom, não só para professores, mas também para os alunos. Assim, nós poderíamos ter mais comunicação”, frisou a garota. Já Layza Laynara Amarante, outra estudante da UME 28 de Fevereiro, propôs a inserção de duas disciplinas no dia a dia escolar. “Acho interessante ter mais informática e aula de leitura, porque, isto, só as crianças têm”. Dar voz aos jovens Após ouvir atentamente o que os alunos falaram, o diretor da praia-grandense EM Isabel Figueiroa Brefere, Carlos Leonardo Borges da Silva, reconheceu que as instituições de ensino precisam começar a escutar o que seus educandos dizem. Para o docente, “eles possuem as soluções para os problemas da escola”. “Às vezes, sai uma turma e entra outra, mas não temos tempo para conversar com o estudante”, afirmou, clamando, logo depois, aos adolescentes presentes no palco do evento: “Vocês precisam colocar suas caras nas escolas. O aluno deve contribuir”. O professor garantiu que os gestores estão dispostos a ouvir a juventude. “A unidade (educacional) é aberta, para que proponham situações”, assegurou. Todos juntos Frente ao posicionamento de Borges da Silva, a estudante Giovanna Fachinelli, de 13 anos, que veio de Navegantes (SC) para ajudar na mediação do fórum, ressaltou que a união de forças entre educadores e jovens vai transformar o ambiente escolar. “Temos de nos juntar, a fim de criar algo que beneficie a todos”, disse a criadora do projeto “E aí, vai de leitura?”. Por fim, a garota afirmou, ainda, que “passou da hora de a educação escutar mais o jovem, que possui ideias inovadoras”.