Tempo Integral na Prática: Desafios e Soluções, foi o tema de um dos painéis promovidos durante a tarde (Alexsander Ferraz/AT) “Educação é revolucionária: ela transforma vidas e comunidades inteiras”. A frase, do diretor de escola Regis Marques, sintetizou o fórum A Região em Pauta de nesta segunda (23), sobre educação, realizado no Grupo Tribuna. Nele, relatos práticos sobre como o ensino em tempo integral tem beneficiado escolas, estudantes e a Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Marques é diretor da Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão. Antes marcada por violência e evasão de alunos, mudou após se ouvir a comunidade e ampliação de projetos educacionais, culturais e esportivos. nesta terça-feira (24), há cerca de 1,2 mil alunos no ensino integral. No ano passado, o colégio venceu o Prêmio Melhor Escola do Mundo 2025 (World’s Best School Prize), da T4 Education, na categoria Superação de Adversidades. Estudantes comentaram o impacto dessas ações. Ana Lívia, de 13 anos, “pensava que não ia ter um sonho, um projeto de vida bom”, mas a patinação artística mudou esse cenário. “Eu acredito e sei que vou ser profissional.” Desafios e soluções No segundo painel, Tempo Integral na Prática: Desafios e Soluções, o secretário de Educação de Guarujá, Mohamad Rahim, destacou que a transformação passa pela forma como o educador vê o aluno e que a formação do estudante vai além do aumento da carga horária. O supervisor educacional do Estado, Eric Vellone Coló, lembrou que a educação integral “é pensar o estudante de forma completa, considerando suas dimensões acadêmica, emocional, social e cultural”, no qual o aluno “passa a assumir o protagonismo do próprio aprendizado”. A vice-prefeita e secretária de Educação de Santos, Audrey Kleys (sem partido), apresentou dados da rede municipal e destacou a importância da integração regional. “Quando a gente fala para o pai que o aluno vai para o Estado, a primeira pergunta é: ‘Lá tem educação integral?’”, afirmou. Segundo ela, Santos atende mais de 16 mil alunos nessa modalidade. A diretora pedagógica da Prefeitura de Itanhaém, Chrystina Magalhães, reforçou a necessidade de conexão entre currículo, território e práticas pedagógicas, destacando que o ensino integral exige planejamento e articulação contínua entre equipes e políticas públicas. Em São Vicente, a secretária de Educação, Michelle Melo Paraguai, afirma que o sistema está em processo de introdução na Cidade. “Nós estamos engatinhando, mas já damos os primeiros passos”, afirmou, ao falar sobre a estruturação das escolas de tempo integral na Cidade. Também de São Vicente, a diretora da Amei Rei Pelé, Regina Davino, ressaltou a importância do acolhimento e do vínculo no cotidiano escolar. Para ela, a ampliação da carga horária faz sentido quando acompanhada de práticas relacionadas à realidade dos alunos. Especial Veja no Jornal A Tribuna de domingo, suplemento especial sobre esta edição do A Região em Pauta.