[[legacy_image_251221]] O dirigente de ensino da rede estadual de Santos, João Bosco Guimarães, defende que a Educação deveria se tornar uma política de Estado no Brasil. O educador também afirmou que a área precisa ser vista como estratégica, tendo em vista a prosperidade e a autonomia do país. A fala do especialista foi aplaudida pela plateia presente no auditório do Grupo Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A declaração surgiu enquanto Bosco respondia uma pergunta a respeito de providências urgentes, inclusive para melhorar a formação de professores. Neste ponto, ele não hesitou em fazer a seguinte colocação: “Se eu fosse presidente, mudaria o plano de Educação de governo e o faria (transformaria em) plano de Estado”. Na sequência, explicou seu posicionamento. “Educação é tão importante, que não pode ficar na mão de governos. Tem de ser política de Estado, e nunca tivemos isso no Brasil. Na minha visão, Educação é algo estratégico de país, como segurança, como coisas ligadas à autonomia de uma nação. Um país não prospera, e também não vamos conseguir prosperar, enquanto a Educação estiver como pensamento de governo”. A presidente do Semesp, entidade que reúne mantenedoras e instituições responsáveis por estabelecimentos de Ensino Superior do Brasil, e da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Lúcia Teixeira, concordou com o colega. “Um sistema nacional ajudaria a ter metas compactuadas, e isso não existe. Cada governo que entra muda tudo e não coloca metas. Educação demora uma geração para ter efeito, mas o governante quer resultado rápido, que apareça como do governo dele”. Sendo comum a ideia da necessidadede se trabalhar o tema de forma diferente, Bosco foi taxativo ao dizer que mudanças deste porte não acontecem por não haver “vontade política de que se transforme” a maneira de planejar a área. “Num retrospecto de 30 anos, as reformas feitas não vieram para revolucionar, mas manter o que se tem, salvo algumas questões e iniciativas”, frisou o dirigente de ensino. Gestão Por fim, o educador citou que fazer uma gestão de resultados é fundamental para uma evolução. “Quando não se tem (este elemento), qualquer resultado está bom. No momento em que existe, você começa a mensurar avanços e faz cobranças em cima das instituições. Assim, dá para medir quanto se avançou, quanto tempo levou para se chegar ali e quanto se precisa para avançar mais em um certo período. Estamos lidando com o dinheiro do contribuinte. Então, isso tem de funcionar”.