[[legacy_image_99385]] Entre o mar e a serra, a Baixada Santista tem belezas naturais dignas de um presente de Deus. E que podem, sim, virar um trunfo econômico para as cidades da região. Explorar o turismo para além das praias, destacando suas outras belezas e conjugando com uma riquíssima cultura, é o desafio lançado para os governantes locais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Tem muita beleza natural, muita coisa para explorar. Em qualquer das nove cidades, tem uma natureza fantástica. O Forte de Itaipu é maravilhoso, tem túneis da Primeira Guerra que começaram a construir e pararam. Mas um está na mão do Governo Federal; a Mata Atlântica, na mão do Governo do Estado. E qualquer projeto que você queira desenvolver passa por esses entes federativos que não estão preocupados com isso porque estão em conflito”, lembra Alberto Mourão. Um dos filões a serem explorados é o bird watching, a observação de aves, cujos entusiastas costumam ter bom poder aquisitivo, sem maiores preocupações com gastos. Na visão do ex-prefeito de Praia Grande, a mudança da visão dos turistas sobre o que encontrar na Baixada Santista é determinante para o êxito de uma política turística para a Baixada. “Tem que olhar de forma diferente para nós. Não somos só praia. Temos que agregar valores a esse turismo. O turista tem que se sentir atraído a vir para cá porque aqui tem eventos culturais. Apresentações riquíssimas, explorando a nossa cultura caiçara e a comida regional”. Autonomia Uma das saídas é a busca por mais autonomia na tomada de decisões por parte dos municípios. “A gente precisa da presença da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, junto com a Secretaria de Turismo. E ter essa negociação, senão, vamos ficar no ”quebra-galho”. Porque, às vezes, troca de comando e trocam-se as vontades”, lembra. O pensamento é compartilhado por Rogério Santos. “O turismo ecológico, em braços de rio, mangues. Não temos hidrovias, e por quê? Para se fazer uma hidrovia, o Estado é responsável por uma parte, o Federal por outra, tem ainda a Autoridade Portuária. São muitos entes discutindo e acaba num conflito de interesses. Mas são questões que extrapolam um único município. Teria que ter um pouco mais de autonomia nessa organização político- administrativa do Brasil para que as regiões metropolitanas tivessem mais autonomia e não ficasse tudo amarrado em Brasília”. Selo metropolitano O presidente do Condesb lembra que a preocupação maior com ecoturismo é que ele respeite a natureza de forma consistente. E a adoção do selo metropolitano, certificação que visa a integração do turismo regional, prevê a isenção de taxas de entrada e circulação de veículos para fins turísticos, na Baixada Santista, apenas para agências regulares do setor, é visto com otimismo. “Falta investimento em infraestrutura, para que os municípios consigam organizar esse turismo que deve ser sustentável. Não pode ser predatório. Muitas vezes, existem questões de taxas, do turismo de um dia. Precisamos ter uma sustentabilidade em todos os aspectos do turismo. E esse selo é fundamental. É um momento de oportunidade que o turismo interno vai desencadear nesse momento. E precisamos correr contra o tempo”, fala o prefeito de Santos.