[[legacy_image_272315]] Há um consenso entre especialistas e gestores públicos de que o cenário econômico do Brasil não é propício para a criação de empregos. Diante disso, o Governo Federal aposta no arcabouço fiscal e na Reforma Tributária, além de fazer pressão para que o Banco Central (BC) reduza a taxa de juros, hoje em 13,75% ao ano, a fim de criar mais postos de trabalho. No entanto, o deputado federal Alberto Mourão (MDB) acredita que estas medidas podem não ser suficientes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O parlamentar não tem dúvida de que estes pontos devem ser debatidos e que são essenciais para uma retomada da economia. A questão, para o ex-prefeito de Praia Grande, é que melhorar a economia mas não discutir a formação que capacite a população para ocupar as novas vagas vai manter as pessoas fora do mercado. “O Governo e a sociedade não debatem a fórmula como estamos formando as pessoas. A gente precisa trazer para a pauta da educação, da reorganização da capacidade produtiva do cidadão. Senão, vamos melhorar a economia, controlando a taxa de juros e o déficit público, mas vamos descobrir que não temos mão de obra qualificada. Não adianta ter ouro sem ourives. Isto, vamos ter de fazer”, falou. [[legacy_image_272316]] Mourão pediu que o poder público, de um modo geral, considere a capacitação dos profissionais ao mesmo tempo em que se busca o crescimento econômico. “As pessoas acabam ficando fora (do mercado) por uma má formação, pois não têm consciência crítica de si e do mundo. Então, não se adaptam. Quando veem, já estão desempregadas. Aí, procuram um novo emprego e não conseguem, porque não estão preparadas. Este problema está na formação que tiveram lá na educação básica, no fundamental”, frisou. Reforma preocupaApesar de o parlamentar focar seu discurso na questão educacional, ele reconhece que existe a necessidade de uma reforma tributária. Entretanto, o ex-prefeito praia-grandense declara estar preocupado, já que, em sua avaliação, as propostas atuais não resolvem problemas conhecidos. “Há uma base paralela, que o sistema fiscal não enxerga, que é a informalidade. Em torno de 19% da economia nacional é informal”, aponta, citando que quem está nesta condição “acaba não contribuindo”. O deputado compara a situação nacional com a mundial. “No planeta, a informalidade transita entre 4 e 6%. Então, é muita informalidade (no Brasil). Estamos falando em R\$ 1,9 trilhão”. O deputado diz, ainda, que há brechas e rombos que não estão sendo levados em consideração. “Os buracos giram em torno de R\$ 450 bilhões. Temos as desonerações, são R\$ 350 bi de renúncia fiscal. Fora isso, não conseguimos mensurar a sonegação - seriam uns R\$ 300 bi”.