Rodolfo Amaral, do Data Center Brasil: ajuste nas contas é primordial (Vanessa Rodrigues/AT) Um Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em dívidas, em um cenário sem perspectivas de melhorias no curto prazo. É dessa forma que o consultor em dados e fundador do Data Center Brasil, Rodolfo Amaral, entende o País atualmente. Ele abriu o A Região em Pauta com a palestra “Um Diagnóstico dos Devedores na Baixada Santista”, mas também trazendo dados nacionais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo ele, o endividamento total do Brasil, em abril deste ano, chegava a R\$ 7,1 trilhões, sendo R\$ 4,6 trilhões de pessoas jurídicas e R\$ 2,4 trilhões de pessoas físicas. “Se acrescentarmos os R\$ 4,5 trilhões de dívidas tributárias, chegamos praticamente ao equivalente a um Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em outras palavras: todos os brasileiros precisariam trabalhar durante um ano inteiro apenas para gerar riqueza suficiente para pagar tudo o que devem”, explica Amaral. Com relação às operações de crédito, Santos concentra quase metade das operações da Baixada Santista (43,7%). Praia Grande, São Vicente e Guarujá aparecem na sequência, formando com Santos um grupo responsável por cerca de 80% do volume total de crédito da região. Em termos de endividamento, a Baixada Santista totaliza R\$ 20,2 bilhões. Em contrapartida, apresentou R\$ 11,3 bilhões em poupança e R\$ 22,6 bilhões em depósitos a prazo. Hoje, pessoas físicas e jurídicas do Estado devem, a bancos e instituições financeiras, cerca de R\$ 3,2 trilhões. É natural que São Paulo apresente esse indicador, porque, embora represente aproximadamente 35% do PIB nacional, possui maior atividade econômica, maior poder aquisitivo e concentra a maior parte das grandes empresas brasileiras. Outras questões Rodolfo Amaral avalia que existem problemas ainda mais profundos, também ligados à condição financeira de uma parcela significativa da população. “Hoje, aproximadamente 53 milhões são aposentados, pensionistas e trabalhadores celetistas que recebem apenas um salário mínimo. Que tipo de dívida uma pessoa que recebe apenas um salário mínimo consegue assumir?”, questiona.