[[legacy_image_300942]] Um dos desafios expostos pelos convidados de A Região em Pauta é que a diversidade está longe de ser uma realidade na liderança das empresas. Atualmente, há poucas mulheres e negros, por exemplo, nos postos mais altos das organizações. Essa questão é vista como uma barreira para que o ambiente corporativo avance mais rápido em termos de pluralidade. O coordenador de Diversidade e Inclusão da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), Alexandre Kiyohara, deu um rápido panorama do cenário atual, considerado por ele alarmante. “Alguns números mostram que 55% das empresas listadas na bolsa não tinham mulheres em funções administrativas. Já 327 empresas das 343 listadas não têm pessoa preta em cargo de conselho. Vemos que precisamos fazer algo”. A coordenadora de Cultura e Diversidade da EcoRodovias, Débora Toti, concorda que ainda predomina a presença desses grupos nas funções operacionais, e que agora é preciso criar mais oportunidades em cargos de liderança dentro das empresas. Na EcoRodovias, grupo integrado por várias concessionárias de estradas no Brasil, inclusive o Sistema Anchieta-Imigrantes, o quadro interno melhorou, mas ainda não o suficiente, segundo a executiva. “Temos uma base diversa. Do total, mais de 50% dos colaboradores são mulheres, e 42%, negros. Mas, quando eu olho os números, vejo que não são os mesmos na liderança. Nosso maior desafio é fazer essas pessoas ascenderem. Como faço para os colaboradores chegarem a tomadores de decisão? Hoje, trabalhamos muito forte com programas de aceleração de carreira”, disse. [[legacy_image_300943]] Aurora Acuña, gerente de Recursos Humanos da MSC, empresa especializada no transporte marítimo de carga conteinerizada, avalia que a melhoria dessa conjuntura é essencial para que as organizações intensifiquem suas ações de inclusão. Isso porque “a liderança tem de ser a primeira a estar envolvida. Com este suporte, tudo fica muito mais fácil”. Débora Toti concorda. “Desde o início, entendemos que a alta liderança precisa va estar engajada (nas iniciativas) e entender que era importante para a estratégia”. A coordenadora de Diversidade da Prefeitura de Santos, Taiane Miyake, tem a expectativa de ver mais pessoas de grupos sub-representados em funções hierárquicas mais altas. “Minha esperança é que tenhamos mais pessoas trans, por exemplo, com poder no trabalho de gestão, em cargos de liderança”.