O primeiro painel do último A Região em Pauta não poderia ter um nome mais adequado: Do Diagnóstico ao Controle. Nele, três depoimentos de pessoas que estão ou já passaram por terapias de emagrecimento ajudam a entender como os desafios conversam com cada pessoa. São exemplos de vencedores e de quem segue no mesmo caminho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um deles é o professor de educação física e treinador Lucas Pupo. O bullying nos tempos de escola foi um fator de motivação para a virada de chave. “Esses processos fazem a gente ter vários pensamentos e, dependendo do suporte que você tem em casa, isso pode ser uma coisa benéfica ou agravar cada vez mais. Minha família sempre teve comportamentos alimentares ruins, então foi meio que hereditário ter um estímulo de eu ganhar peso, até eu chegar aos 130 quilos com 16 anos”. Hoje, essa realidade é passado, mas não sem muita luta. “O processo de emagrecimento foi com a corrida, a primeira atividade que eu me inseri, por conta do sobrepeso. Era a coisa mais acessível que eu tinha. É uma comunidade, é fácil de praticar e é um esporte muito inclusivo”, atesta. Mas essa virada não veio do dia para a noite. “Quando comecei a fazer atividade física, tinha uma academia próxima que era de um vizinho, e pedi na época na academia para que ele me desse um desconto para fazer o primeiro mês. Comecei a ir e ele via que eu ia com frequência”. A mudança na alimentação veio por iniciativa própria. “Desde pequeno, tive uma independência de fazer comida. Então, foi uma escolha minha de não assumir o que é fácil”. E deu certo: “Gosto de trabalhar com atividade física com pessoas que querem realmente mudar a vida delas”. Sonho de ser mãe é ‘despertador’ Toda longa maratona começa com um primeiro passo. A gerente de projetos de marketing Aryadne Pereira Acunha começou recentemente sua jornada de mudança de vida. E já colhe os primeiros frutos: 15 kg eliminados, e outros 20 kg no horizonte. “Passei a minha vida toda em médico, em nutricionista. Por uma questão mais mental mesmo, de não entender o que era o bem, o que isso podia causar no futuro. Nunca consegui me enxergar como uma pessoa obesa, quais eram os riscos para a minha saúde disso numa vida futura. Eu não me pesava, nem fazia ideia de quanto que pesava, nem ia no médico”, explica. “Quando fiz 30 anos, falei: ‘Acho que agora eu quero engravidar, e está na hora de eu me cuidar’. Fui no médico e, aparentemente nos exames não tinha nada grave, ‘mas eu não posso te garantir que daqui cinco anos não tenha algo grave, se não perder peso’, disse o médico. Foi a senha para fazer o tratamento com as terapias injetáveis, pois já tinha ansiedade diagnosticada”, acrescenta Aryadne. Posteriormente, deixou o tratamento com as canetas emagrecedoras e recorreu à reeducação alimentar e exercícios, além do acompanhamento psicológico. “Minha nutri disse qu eu precisava de me nutrir de coisas melhores, tanto a minha mente como o meu corpo. Então, estou nesse processo, ainda estou no começo dele, ainda faltam um caminho pela frente, mas eu estou muito orgulhosa de mim. A partir do momento que eu cuidei da minha mente, tudo começou a fazer sentido”, pontua. No trabalho, nasceu um corredor Um programa de estímulo à vida saudável promovido pelo Grupo Tribuna, empresa onde trabalhava, foi o sinal para o hoje microempreendedor Denilson Bastos Pereira. Ele chegou a pesar 107 kg e, um ano depois, eliminou 20 kg. “Foram vários sacos de arroz a menos no meu peso, e minha vida mudou completamente. Comecei a correr nesse tempo - antes disso, não conseguia correr para pegar um ônibus, ficava muito ofegante, acordava pelo menos duas vezes por noite, durante o sono. Tudo isso foi eliminado”, relata. As passadas levaram Denilson até as maratonas de 42 quilômetros. “Hoje eu procuro seguir as orientações ainda da nutricionista da época, consigo fazer atividades físicas hoje, mas estão um pouco ilimitadas, porque estou com umas lesões, mas vou voltar e continuar minha luta pela vida saudável”. O microempreendedor sabe que é uma batalha longe do fim, mas não pensa em desistir. “Se você relaxar, realmente pode voltar. Mas, como fiz uma coisa contínua, então para mim não tive esse problema de voltar rápido. Claro que, se ficar dois anos sem comer o que quiser, a gente volta pior, e eu sempre falo que eu corro para poder comer o que eu quero. É a vantagem da atividade e da reeducação alimentar”.