Debater a cultura tem sido uma das marcas do A Região em Pauta ao longo de suas 100 edições. Seja no auditório do Grupo Tribuna, na Pinacoteca Benedicto Calixto ou na Casa das Culturas de Santos, o tema faz parte dessa jornada. Alguns números justificam tamanho interesse. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Apenas em 2024, R\$ 25,7 bi foram movimentados na economia brasileira, com R\$ 3,9 bi em tributos gerados, sendo que havia 5,9 mi pessoas ocupadas no setor cultural naquele ano. Na Baixada Santista, foram aprovados 139 projetos culturais pelas leis de incentivo à cultura, com R\$ 113,37 mi aprovados, sendo que os dados são de oito municípios - exceto Guarujá. Além disso, segundo o Ministério da Cultura, há 16.817 pontos de cultura no Brasil, sendo 2.617 de cultura e juventude; 3.060 de conhecimentos tradicionais; 892 “pontões” de cultura; 2 mil de cultura e direitos humanos; 1.862 de culturas de matriz africana e 2.236 em economia criativa, além de 3.308 voltados para culturas populares e 4.957 para cultura e educação. Os impactos são visíveis em elementos como educação e formação, inclusão e direitos, identidade e pertencimento, convivência e bem-estar e trabalho e oportunidades. Olhar cultural Para o poeta e escritor Flávio Viegas Amoreira, falar e pensar cultura é o que move a sociedade. “Cultura nada mais é do que a soma de todos os encantos e valores espirituais de uma sociedade. A soma das artes encontra a cultura”, observa. Para ele, debates como os realizados no A Região em Pauta foram importantes na criação e fomento de políticas públicas na Baixada Santista. “O projeto A Região em Pauta tem uma importância fundamental para discutir uma região da dimensão do Uruguai, com quase 2 milhões de habitantes. E dessas reflexões saíram decisões por políticas públicas, como a criação de um fundo municipal de cultura, como o Facult. Fora que a ligação entre cultura e arte é uma forma de inserção, observando as diferenças daqueles que em outra situação se considerariam excluídos”, afirma. Flávio Viegas critica, ainda, o que entende como uma “inteligência artificial desenfreada” e que traz como consequência a perda da visão humanística. “Cultura é um direito constitucional E segundo, nós temos que inverter a lógica de ser um atributo elitista. É o transcendente, é o extraordinário que nos mobiliza em termos de alma”, finaliza.