[[legacy_image_272312]] O planeta não deve conseguir reverter, no curto prazo, o déficit de vagas de emprego previsto para os próximos anos. Esta é a avaliação do professor Carlos Alberto Arruda de Oliveira, da Fundação Dom Cabral. Ele diz entender que o grande obstáculo para uma mudança rápida é a economia desaquecida no mundo. Aliás, o relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que esta é a principal causa do desemprego. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Entre postos de trabalho criados e extintos até 2027, o saldo será negativo, já que haverá menos 14 milhões de vagas em todo o mundo. No entanto, o especialista atesta que este fenômeno não é de responsabilidade da tecnologia, embora ela interfira no quadro. “O fator crítico para a destruição de vagas é o não crescimento da economia mundial. Há inflação, desemprego… Os índices de desemprego no Brasil estão mais ou menos controlados, mas, em outros países, como na Europa, estão elevados. Então, este é o fator número um. Boa parte do desemprego é causado pelo não crescimento da economia mundial”, reforçou. Para o professor, é muito difícil que este panorama seja alterado em pouco tempo. “A tecnologia é geradora de desemprego, mas ela mais gera emprego. Só que a soma desses empregos gerados pela tecnologia, mais o desemprego gerado pela crise econômica e pela questão geopolítica, com (a guerra entre) Rússia e Ucrânia, resulta em saldo negativo. Para reverter, seria necessário um crescimento da economia, mas a projeção (para isto acontecer) é de médio prazo”. DefesaTendo a certeza de que as inovações trazem mais benefícios do que prejuízos, o especialista defende a tecnologia. “Ela aumenta em 35% aqueles postos de trabalho que vão ser impactados. Vai gerar mais empregos do que desemprego. Vai gerar desemprego em funções básicas, que podem ser substituídas por algoritmos. Essas vão (mesmo) desaparecer. Mas, teremos funções tecnológicas, que estão sendo criadas e que vão ser positivas”.