O nome é diferente: análogos de GLP-1 (hormônio responsável por controlar a fome e retardar o esvaziamento do estômago, aumentando a sensação de saciedade). Já a utilidade ficou popular: a chamada caneta emagrecedora virou febre para quem busca perder peso. Seja Ozempic, Mounjaro ou outro tipo, apesar de boas referências, ela não é a única “heroína” no combate à obesidade - mas tampouco é vilã, por eventuais efeitos colaterais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Esse hormônio é produzido pelo nosso intestino quando recebe alimento, senão ele não é excretado. E aí tem um aumento da secreção de insulina, vai retardar o esvaziamento gástrico e reduzir a ingesta calórica, porque reduz o apetite. Só que não é à toa que ele faz isso. E, por conta disso tudo, é preciso um acompanhamento, porque vai surtir vários efeitos”, explica a nutricionista Vivian Toledo. Em sua apresentação, Vivian enumera algumas características ligadas ao uso das canetas, como a necessidade de manutenção da massa muscular, equilíbrio energético (fracionamento de calorias de qualidade), priorizar escolhas que poupem o estômago e a constante ingestão de líquidos. “Se alguém fala que come uma maçã, um bife no almoço e toma dois copos de água ao dia, e que ‘já perdi não sei quantos quilos’, isso ocorreu a que custo? Osso saudável tem que ter músculo em volta dele. Então, é tomar muito cuidado com isso”. A médica endocrinologista Juliana Dal Ben Padua de Martino faz uma ressalva: o nome “caneta emagrecedora” talvez não seja o mais adequado. “Porque dá a impressão que é algo simples, sem efeitos colaterais, de amplo uso e ligado muito à estética. E, na verdade, se tratam de medicamentos complexos, com indicações muito precisas, com efeitos colaterais possíveis, contra-indicações e que a gente tem que avaliar individualmente cada paciente para poder indicar a forma mais responsável”, aponta. Recomendação Juliana acrescenta que as canetas emagrecedoras são recomendadas para pessoas que estão dentro de um índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 ou de 27 associado a outros fatores, que não tenham contraindicações, como câncer medular de tireoide. “Existe uma cautela em pacientes que já tenham tido pancreatite, por exemplo. Mas a revolução que as canetas trouxeram foi por serem realmente eficazes. Elas têm um perfil de segurança grande, são poucas as contraindicações, e porque os efeitos colaterais que elas trazem, em geral, são manejáveis e toleráveis”, finaliza.