[[legacy_image_278324]] A Baixada Santista tem nível de desenvolvimento sustentável abaixo da média estadual. Além disso, a Baixada fica atrás das regiões de Campinas e Sorocaba. As informações constam no levantamento Índice de Desenvolvimento Sustentácel das Cidades-Brasil (IDSC-BR). O estudo foi elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, que avaliou todos os municípios brasileiros conforme os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre estas metas internacionais, estão itens como ação climática; proteger as vidas marinha e terrestre; indústria, inovação e infraestrutura; água potável e saneamento; e igualdade de gênero, entre outros. Depois de avaliar as nove cidades da Baixada de acordo com os ODSs, o instituto atribuiu à localidade 55,59 pontos. São Paulo, como um todo, ficou com 56,16. A média nacional foi de 46,9 - veja mais informações sobre o quadro do país na matéria abaixo. Parte deste desempenho passa pelo fato de a região ter, somente um município com nível alto de desenvolvimento. A cidade em questão é Santos, que ficou com 63,12, sendo a 16ª melhor de todo o Brasil. Além disso, há uma diferença considerável entre Santos e as demais cidades, que tiveram classificação média no levantamento. Afinal, Praia Grande possui a segunda maior pontuação regional, com 57,40. Entretanto, tal performance lhe confere a 325ª colocação do Brasil. De acordo com a pesquisa, os dois piores números da Baixada são de São Vicente e Bertioga, que ficaram, respectivamente, com 53,03 e 51,69. Destaques individuaisPara ocupar a dianteira da lista, Santos contou com três índices na casa de 90 pontos: Vida na Água (99,78), Água Potável e Saneamento (95,86) e Ação Contra a Mudança Global do Clima (94,69). Aliás, neste último ODS, São Vicente cravou 90,34. Quanto às notas mais baixas, Bertioga ficou com 19,46 em Fome Zero e Agricultura Sustentável e com 16,65 em Igualdade de Gênero. Aliás, neste segundo citado, Peruíbe registrou 14,82, a pior pontuação de toda a região no estudo em questão. Área ambientalApesar de o desempenho geral ficar aquém do paulista, a partir do momento em que o assunto passa a ser sustentabilidade, a situação se inverte. Isso porque a região acaba se destacando, ficando na primeira posição. Em Ação Contra a Mudança Global do Clima. a pontuação da Baixada foi de 84,35. O segundo do ranking foi o território de São Paulo (82,80), que foi seguido pela localidade de Campinas (80,49). A média do Litoral Norte e Vale do Paraíba foi a seguinte: 73,84. [[legacy_image_278325]] Sem níveis altosNenhum dos 5.570 municípios brasileiros conseguiu atingir o nível muito alto. Além disso, somente 2% estão com índice alto. O coordenador do Instituto Cidades Sustentáveis, Igor Pantoja, comentou estes dados de forma bem sucinta na abetura de sua participação no fórum A Região em Pauta. “Há grande nível de desigualdade quando pensamos no desenvolvimento sustentável. A maioria (3.139 cidades) está no nível baixo”, destacou o convidado do segundo painel do evento, que foi realizado no auditório do prédio do Grupo Tribuna. E por falar em disparidade, a pesquisa mostrou que São Paulo reúne os dez melhores municípios, sendo São Caetano do Sul, no ABC, o melhor de toda a nação. O local ficou com 65,62. Por outro lado, na região Norte, estão oito dos dez piores. A lanterna do ranking é Santana do Araguaia (PA), que ficou somente com 30,10. O penúltimo é Lábrea (AM), com 30,15 pontos. SudesteCom relação às demais constatações do levantamento, chama atenção o desempenho da região Sudeste. Ela ficou com média de 51,92, que é inferior à obtida pelo estado de São Paulo (56,16). [[legacy_image_278333]] [[legacy_image_278334]] [[legacy_image_278335]]