Integrantes do projeto Memórias em Rede, do instituto Devir Educom, realizaram a cobertura do evento (Alexsander Ferraz/AT) Assim que o fórum de A Região em Pauta acabou, repórteres cercaram os palestrantes. Engana-se quem pensa que os jornalistas do Grupo Tribuna abordaram os painelistas. Quem partiu para as entrevistas foram os alunos do projeto Memórias em Rede. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Realizada pelo Instituto Devir Educom, a ação reúne com cerca de 120 jovens de quatro escolas municipais de Santos e de duas unidades do abrigo Casa da Vó Benedita. Alguns deles fizeram a cobertura do evento como parte dos trabalhos desenvolvidos. É que os garotos e as meninas usam o jornalismo para debater temas como a inteligência artificial (IA), que fazem parte de suas realidades. “Trabalhamos o jornalismo a partir da história de vida dos alunos. Ao entenderem os processos de construção de uma notícia, vão desenvolvendo pensamento crítico e reflexivo em relação às mídias e seu uso, para que tenham mais responsabilidade social e criticidade. Por isso os trouxemos, para brincarem de ser jornalistas, fazendo a cobertura do evento, e aprenderem, porque este é um universo permeado na juventude”, explicou a cofundadora e gestora da entidade, Andressa Luzirão. Ela também destacou que a participação dos integrantes do Memórias em Rede no fórum fortalece o que é discutido na ação, até porque tudo que envolve a internet e seus problemas é conversado. “A pauta do evento, inteligência artificial, é importante para combater fake news, pois podem ser criadas muitas coisas que não são positivas para as pessoas que consomem esses conteúdos. Fundamental ter esse conhecimento, para saber como utilizar ou não a tecnologia”. Mais estratégias Falando mais a respeito do que é feito pelo instituto, Andressa destacou que a abordagem jornalística não é a única. Também existem rodas de debate, por exemplo. No entendimento dos próprios alunos, os benefícios desta atuação são diversos. Inclusive, um deles foi citado por Nalu Cardoso, de 14 anos, que estuda na UME 28 de Fevereiro. “Aumenta nossa visão sobre o mundo, sobre como somos e vamos crescer. Isso vai gerar um impacto quando formos adultos. Estamos criando responsabilidade agora”, falou a garota. Para Lucas Lima, de 16 anos, que está matriculado na UME Avelino da Paz Vieira, o que melhorou foi sua forma de interagir com outras pessoas. Antes de ingressar no projeto, ele era uma pessoa mais fechada. “Minha comunicação melhorou muito depois de entrar aqui. Me expresso. Eu era muito tímido”.