[[legacy_image_72786]] A Petrobras não vai sair de Santos, mas, segundo o gerente geral da empresa, João Ricardo Lafraia, é preciso ser eficiente na apresentação de projetos e não perder o timming do negócio, já que a questão do petroleo e gás é bastante dinâmica e pede respostas rápidas e precisas de diversos outros setores. O assunto foi discutido nesta segunda-feira (31), em mais uma edição do fórum A Região em Pauta. A iniciativa de A Tribuna abordou um dos pilares econômicos da Baixada Santista nos últimos anos: os negócios de petróleo e gás. Dá para assistir o bate-papo completo, sem sair de casa, por meio do Facebook do . Para João Ricardo, a região precisa ter respostas eficientes, ou seja, prontos projetos que sejam viáveis e funcionem, além do custo baixo. “Quanto mais organizados forem os projetos e mais visíveis forem os ganhos, maiores são as chances de se concretizarem. Se for viável uma parceria em Santos, será em parceria com diversas empresas”. O erente geral da Petrobras diz que é preciso ter uma visão mais que local, mais setorial, para proveitar todo esse potencial disponível na Baixada Santista. “Santos tem diversas universidades, foco em cursos na ára e em muito potencial. O setor é muito competitivo e o profissional precisa estar preparado para projetos robustos. Eu diria para os estudantes da área que não desistam, porque há muito o que fazer na região e fora dela”. Para ele, o gás é substituto natural de petroleo e carvão a medida que esse mercado tende a crescer no mundo inteiro. “No nosso caso, o gás está vindo do pré-sal e com quantidade bastante promissora”. Segundo o diretor do Instituto Geo Brasilis, José Roberto Santos, lentamente a região passou a apresentar alternativas e propostas com viabilidade e que não dependessem só do investimento da Petrobras. “Temos de nos preparar para as oportunidades que aparecem e não esperar apenas a Petrobras investir. Outros caminhos podem ser abertos”. O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Mauro Sammarco, acredita que o governo, principalmente as prefeituras, devem apoiar os projetos que sejam “reais e factíveis”. “Devemos colocar no papel possíveis planos que tenham potencial. E é preciso incentivo para que novos projetos sejam colocados em prática”. Pré-sal Sobre a frutração da onda de ânimo e esperança com a fase de exploração do pré-sal e envolvendo a bacia de Santos há mais de 10 anos, que causou um boom principalmente no setor da construção civil e numa corrida por cursos de petroleo e gás, o gerente geral da Petrobras, João Ricardo Lafraia é bastante prático. "As oportunidades aparecem e devem ser aproveitadas imediatamente. Deve ser aproveitado o timming. Na época, apareceram algumas chances e não havia até quem fizesse determinados serviços”. Ele defende que se tenham bons projetos e que sejam discutidos com as autoridades locais. “Há um espaço para todos, mas são necessários estudos viáveis. Quanto mais organizados forem os projetos e visíveis forem os ganhos, maiores as chances de se concretizarem”, explica João Ricardo, que defende que essa indústria muda muito rápido e as crises alteram as características das empresas, como as crises econômica de 2015 e a da pandemia de coronavírus atualmente. O diretor do Instituto Geo Brasilis, José Roberto Santos, lembra que a região passou por um importante aprendizado durante e depois dessa fase. “Nós vivemos um período de grande euforia e sentimos o impacto da crise, principalmente a Baixada Santista por conta da Usiminas e das operações do Porto de Santos. Lentamente, passamos a perceber que é necesário apresentar alternativas e propostas com viabilidade e que não dependam só do investimento da Petrobras”.