[[legacy_image_210513]] As eleições gerais, agendadas para o próximo domingo (2), marcam um ato muito importante para o Brasil. A escolha de cinco cargos (presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais) não representa apenas digitar o número do candidato e confirmar o voto na urna eletrônica. Trata-se de um ato de cidadania, oferecido pela democracia e de olho no futuro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A cidadania foi justamente o tema central do fórum A Região em Pauta, realizado na tarde de ontem, no auditório do Grupo Tribuna, com mediação da jornalista Arminda Augusto, gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna. Falando em números, o segundo painel tratou deles e de como encontrá-los. Em Portais de Transparência e Lei de Acesso à Informação, foi possível mostrar que é possível acompanhar o desempenho de governos e instituições por dados oficiais nesses portais. “No próximo ano, seja qual for o presidente da República, ele terá R\$ 450 bilhões de juros da dívida pública, R\$ 350 bilhões de déficit da Previdência, R\$ 88 bilhões do déficit da Previdência do regime privado e mais R\$ 160 bilhões dos programas sociais. Ele já começa o exercício com R\$ 1,110 trilhão negativos. Ou seja, precisamos de dois orçamentos para ajustar as contas”, afirma Rodolfo Amaral, jornalista e sócio da Data Center Brasil. Em três décadas, observa Rodolfo, as contas do Goveno Federal estão fechando com média de gastos de 20% acima da arrecadação. “Elas é que mostram se o governo era bom ou se deixou um rastro de destruição”, sintetiza. Serviço Outra convidada foi Maria Vitória Ramos, cofundadora e diretora da Fiquem Sabendo, agência de dados independente especializada no acesso a informações públicas. “Testei o SIC (Serviço de Informação ao Cidadão) de Santos. Pode usar a sigla para qualquer cidade. Parece bom. Não tenho a resposta ainda. Convido todos a testarem. O Governo tem prazo de 20 dias para responder e prorrogáveis por mais 10”, explica. Quem também integrou o painel foi Renata Bravo, vice-prefeita e secretária de Cidadania de Santos. “Nosso site da Transparência está completando 10 anos. Foi um aprendizado trabalhar com ele, uma mudança de cultura dentro do Poder Público”, lembra. [[legacy_image_210514]] Interesse dos jovens Apesar da descrença geral na política, há uma luz no fim do túnel. Que o diga Vanessa Ratton, jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e que implantou e atuou como diretora de três Escolas do Legislativo na Baixada Santista: Santos, Guarujá e Praia Grande - além de ajudar na de Cubatão. “Tenho percebido que, de uns tempos para cá, a juventude tem se interessado mais em política, assim como os da Terceira Idade”, conta Vanessa, uma das convidadas do A Região em Pauta. “Quanto mais se afasta, pior fica. O sucesso da democracia é a participação popular”, emenda. Vanessa integrou o primeiro painel do fórum, com o tema Formas de acompanhar e interagir com os gestores públicos. Ele mostrou a importância da participação cidadã em questões que envolvem os executivos e legislativos das três esferas de governo. “O grande erro da política é que a gente acha que o dinheiro público não é nosso. Se a gente achasse que é nosso, gostaríamos de saber para quem a gente está entregando, no que está sendo aplicado e cobrar os resultados”, afirma. Jovens e números Por sinal, os jovens e adolescentes estão no foco da Concidadania, que funciona na Estação da Cidadania, no Campo Grande. O intuito da entidade é não fazer com que eles percam o trem da história. “É uma fase importantíssima da vida. Eles não votam ainda nem atuam na vida adulta, mas já sentem todas as questões no seu ambiente, seja na casa, na escola ou no bairro. Temos que empoderá-los para que sejam agentes multiplicadores”, analisa Marise Teixeira Cabral, coordenadora geral da Concidadania. A Escola da Cidadania é uma das iniciativas. Já a Rede Nossa SP, na Capital, instrumentaliza as queixas. “Usamos os dados públicos, comparando os distritos da cidade e seus indicadores, para avaliar qual deve ser priorizado”, explica Paloma Lima, graduada em Gestão de Políticas Públicas e assistente de projetos da Rede Nossa SP.