[[legacy_image_300941]] O título deste texto convida a uma reflexão que em tudo ‘conversa’ com o tema central deste caderno: inclusão e diversidade. O número faz referência ao total estimado de habitantes do planeta em 2021. Imagine só você viver em um planeta com outros 7 bilhões de pessoas, de todas as culturas, comportamentos, porte físico, cor, religiões, identidade de gênero.Se conseguirmos entender a dimensão desse número fica mais fácil assimilar como a convivência com os diferentes faz todo sentido, quanto pode colaborar para a compreensão de mundo, do papel de cada um nesta passagem pela vida, quanto é possível potencializar as experiências em busca de soluções para problemas comuns. Falar sobre incluir os diversos é falar sobre a própria humanidade e todo o leque de cores que ela nos proporciona. Mas é preciso sair do plano filosófico e entender que, aqui no chão de fábrica que é a sociedade, nem sempre essa dimensão mais holística do mundo é considerada e, por isso mesmo, quanto mais pautarmos temas assim mais estaremos contribuindo para elevar o debate, entender as lacunas e o que é preciso estruturar para que todos os tipos de pessoas tenham as mesmas oportunidades - e sejam cobradas por desempenho e performance sem a trava do preconceito, mas apenas por suas capacidades e limitações. Alguns desses grupos de excluídos não são minoria, mas a grande maioria, como os pretos, que já vêm nessa luta pela inclusão e por oportunidades iguais desde final do século 19, e impressiona que ainda sejam minoria na universidade, nos executivos e legislativos, e também nos cargos de liderança em empresas e conselhos diretores. Mas a esses somam-se também as mulheres, os deficientes físicos e intelectuais, o público LGBT e, agora, também os 50+, considerados velhos para o mercado de trabalho, um contrasenso quando se pensa que a pirâmide etária está tombando lentamente e, em breve, os idosos vão representar um terço da população. Nos últimos 10 anos, a população foi ficando mais velha, e o percentual de idosos a partir de 60 anos saltou de 11,3% para 15,1%. Excluir os 50+ é desperdiçar talentos, conhecimento de vida, inteligência emocional. Da mesma forma, cresce o debate pela inclusão com naturalidade de pessoas trans e outras questões de gênero, a oportunidade para que mais mulheres ocupem cargos de liderança. A boa notícia é que muitas empresas já vêm trilhando esse caminho, e com potencial para contagiar outras cadeias produtivas. Quer pela consciência ou pela força do mercado consumidor, esse é um caminho sem volta, que tende a crescer e ganhar visibilidade. O desejo é que, ao lado de questões mundiais como aquecimento global e segurança alimentar, a diversidade e a inclusão também possam desafiar empresas e sociedade, com metas e parâmetros sobre como queremos viver daqui 20 ou 100 anos.