Maria Eunice e Filipe superaram limites na prova dos 10 KM Tribuna - Terracom deste domingo (17) em Santos (Victor Barreto/ AT) A superação de limites — sejam físicos ou emocionais — é tema comum entre diversos corredores que participaram dos 10 KM Tribuna - Terracom na manhã deste domingo (17), em Santos, no litoral de São Paulo. Prova disso são as histórias da professora Maria Eunice de Oliveira, de 61 anos, e do empresário santista Filipe Borelli, de 42. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para A Tribuna, a professora, moradora de Guarujá, contou que esta é a quarta vez que participa da corrida. Esta edição, contudo, carrega um significado diferente para ela — são os primeiros 10 KM que disputa desde o falecimento do pai, que morreu no dia da prova de 2019, da qual ela também participou. “Lembro que completei a prova e, logo que cruzei a linha de chegada, recebi um telefonema dizendo que meu pai tinha acabado de falecer”, disse, emocionada. Após isso, o trauma impediu a professora de participar novamente da corrida. “Não conseguia mais, porque aquilo sempre vinha à minha mente. Até cheguei a me inscrever no ano passado, mas acabei desistindo por esse motivo”, desabafou. Para Maria Eunice, além da superação de um momento tão difícil em sua vida, a corrida poderá proporcionar uma oportunidade de lembrar do pai com carinho. “Minha expectativa é completar a prova, dar um sorriso e dizer: ‘Pai, estou aqui. Consegui!’”, finalizou. Vencendo limites da mente Já o empresário Filipe Borelli, que participa pela terceira vez da prova, contou que é amputado do antebraço direito desde 1991, quando sofreu um acidente automobilístico, e que encontrou no esporte uma maneira de se manter saudável. “A corrida me ajuda a manter firme a musculatura da coluna, porque tenho o desbalanceamento de peso do braço”, afirmou. Segundo Filipe, o maior desafio é psicológico. “No meu caso, que não tenho uma parte do braço, nada me impede de correr. Ainda assim, vemos pessoas sem as pernas praticando o esporte. Para muita gente, o que pesa é a mente, mas é preciso tentar superar esses limites”, disse.