[[legacy_image_254197]] Um projeto de mestrado de Engenharia Acústica na Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), da santista Caroline Gaudeoso, de 27 anos, participou de exposições em museus europeus de arte. O ‘Blooming Sounds’, também chamado de Flor, foi exposto no Museu de Arte Contemporânea de Copenhague, na Dinamarca, e no Museu de Arte e História de Genebra, na Suíça. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O objetivo do projeto era proporcionar aos usuários de implante coclear, popularmente conhecido como ouvido biônico, uma experiência mais completa de sentir a música, já que essas pessoas têm limitações na audição. “Uma das limitações é a dificuldade de distinguir frequências próximas, o que é inevitável mesmo com os melhores aparelhos do mercado. Intervalos musicais de frequências próximas são comumente usados para gerar emoções importantes na composição. Diversos estudos estão sendo feitos na universidade para investigar diferentes tipos de limitações na qualidade da audição com o implante”, explica Caroline. Dentro do projeto ‘Augmented Music’ (Música Aumentada, em tradução livre), as pesquisas se uniram à arte. Foram criados protótipos de cadeiras que traduzem a música em vibração, onde as pessoas podiam sentar para sentir a música vibrando no corpo. No Museu de Genebra, em colaboração com músicos locais, foram realizados concertos utilizando as cadeiras para vibrarem em tempo real. “Com o sucesso desse primeiro experimento, a parceria com a universidade foi renovada e então eu e meus colegas criamos diferentes esculturas com esse mesmo objetivo. Agora, ao invés de sentar em uma cadeira, as pessoas também têm a possibilidade de explorar as vibrações tocando nas esculturas”, diz Caroline. E assim surgiu a Flor. “O meu projeto foi a flor, com pétalas de diversos formatos e materiais que possuem frequências de ressonância diferentes, possibilitando múltiplos padrões de vibração em uma escultura só. O mesmo foi pensado para a espiral the aço ‘The Weather spiral’ e a árvore ‘The hugging tree’”, afirma a santista. [[legacy_image_254198]] Conclusão em julho Caroline mudou para a Dinamarca em 2019 para fazer estágio em uma empresa que desenvolve software para acústica de salas, mas após conhecer a Universidade Técnica da Dinamarca, decidiu se candidatar ao curso de mestrado. Aprovada, ela chegou a ficar um ano no Brasil, por causa da pandemia, mas retomou os estudos e deve terminar o mestrado em julho.