[[legacy_image_218918]] Os números da segunda e última rodada do levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) sobre as intenções de voto à Presidência da República e ao Governo do Estado no segundo turno ficaram muito perto dos resultados nas urnas na noite de domingo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Entre os dias 24 e 26 do mês passado, 1.192 eleitores dos municípios mais populosos da Baixada Santista (Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente) foram ouvidos. A sondagem apontou que Jair Bolsonaro (PL) teria 56,8% dos votos válidos (excluindo-se em branco e nulos) contra 43,2% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu a disputa. Nas cinco cidades da região onde a pesquisa ocorreu, Bolsonaro obteve 55,6% dos sufrágios válidos, e o petista, 44,4%. A margem de erro era de 2,5 pontos percentuais, para cima ou para baixo. Em Santos, Bolsonaro conquistou 56,2%, e Lula, 44,4%. No levantamento do IPAT, foram constatados 56,8% a 43,2%, respectivamente. Palácio dos Bandeirantes Na disputa pelo Governo do Estado, o cenário revelado nas urnas também foi próximo ao verificado na segunda rodada do levantamento do IPAT. O governador eleito, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), conquistou 56,6% dos sufrágios válidos nas cinco cidades mais populosas da Baixada Santista. Fernando Haddad (PT) alcançou 43,4%. Na sondagem feita nessas localidades da região, o ex-ministro da Infraestrutura, apoiado por Bolsonaro, venceria o adversário por 57,9% a 42,1%. Os resultados mais próximos entre os números oficiais e a sondagem do IPAT ocorreram em São Vicente. O resultado oficial marcou 54,4% para Tarcísio e 45,6% ao petista. No levantamento feito na semana do pleito, Tarcísio obteve 54,7%, contra 45,3% de Haddad. O responsável pela metodologia e Relações Institucionais do IPAT, Alcindo Gonçalves, afirmou que os dados refletiram muito bem o cenário eleitoral verificado na região. Ele espera que sejam cessados os ataques contra os institutos de pesquisa, que foram intensificados nas últimas semanas por algumas lideranças políticas vinculadas ao atual presidente. “Às vésperas do primeiro turno, ocorreram mudanças de última hora, como o voto útil no Bolsonaro. Isso ocorreu de forma muito clara. Muitas vezes, é difícil captar esses movimentos”, justificou.