[[legacy_image_175772]] Um vazio no poderPreciso e cirúrgico o texto de Rafael Motta na edição de ontem. Santos é maravilhosa por um lado (e da gema como sou, reservo-me o direito de falar) e provinciana da maneira mais pejorativa que há. Alguns representantes, desesperados com o exercício democrático, repudiam símbolos (o que Marielle se tornou) e homenageiam pessoas por interesses sabe-se lá quais, menos os de interesse público. Comportamentos lamentáveis para uma cidade que traz em seu brasão uma divisa das mais lindas que já vi: “À pátria ensinei a liberdade e a caridade”. Renato Caetano de Jesus - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Crise habitacionaisSeminário recente de A Região em Pauta sobre deficiência habitacional suscitou interesse ao problema. Coordenado pela jornalista Arminda Augusto, o evento revelou diagnóstico sobre o tema. Foi constatado que o problema persiste há várias décadas, graças a diversas causas, tipo invasões de áreas impróprias para construção, como manguezais e espaços sobre palafitas inundados por águas poluídas, lixões, atentatórias ao meio ambiente, êxodo de famílias para espaços degradados devido à baixa renda, além de número enorme de filhos. A Baixada Santista é uma das regiões mais afetadas pelo problema, e Santos tem o maior déficit habitacional entre os 645 municípios do Estado de São Paulo, cerca de 100 mil habitações. Um ex-ministro disse que o atual Governo Federal entregou 1,2 milhão de casas à população necessitada de moradia. Quantas na Baixada Santista? Levantado o diagnóstico, impõem-se ações vigorosas, caso contrário, não dá para transformar o omelete em ovo. Caleb Soares - Santos MestreJá estava com saudades dos sempre bem-vindos escritos dos mais variados assuntos do sr. Rubens Miranda de Carvalho. Na quinta-feira, com uma majestosa colocação, o respeitado advogado, com mais sapiência e tempo de vivência, faz inúmeras observações sobre educação, revelando a base familiar como o início de tudo, no afã de progredirmos culturalmente e com sabedoria, tanto escolar como de condição de vida. Ainda lembro bem dos primeiros passos da escola, que não era opção e sim obrigação, que a família orientava com afinco e que, felizmente, não fomos da apologia ao plano Paulo Freire, e que quando entrava um professor na sala de aula, levantávamos com respeito àqueles mestres. Hoje, o que vemos é um total desrespeito na educação, aliado à violência escolar, entre outras coisas, e do nível que estamos no conceito mundial em critério de pontuação dos nossos jovens. Luiz Vinagre - Santos Formas ArmadasEm defesa do artigo assinado pelo colega jornalista Sérgio Luiz Corrêa, na Tribuna Livre, no qual faz a defesa da integridade das Forças Armadas brasileiras, e contrariando o missivista também colega jornalista José Guido Fré, acrescento que a intervenção militar de 1964 livrou nosso País de se transformar em uma república sindicalista comunista e satélite da então União Soviética. Também graças ao desempenho das Forças Armadas, anos depois, foi possível eliminar os grupos radicais de esquerda que pretendiam assumir o poder por meio da luta armada e tentar novamente instalar por aqui a bandeira da foice e do martelo. Quem discordar desses argumentos precisa ler mais sobre nossa História e, assim, rever os seus conceitos. Contra fatos, não há argumentos. Mais uma vez, ratifico a opinião de que o Brasil enfrenta a atual crise institucional porque os militares entregaram o poder aos políticos, abrindo caminho para a corrupção generalizada e a perda de valores, fatores que contribuíram para a nossa decadência ética e moral. Democracia, insisto, é ainda a melhor forma de governo, mas só deve ser aplicada a um país que tenha políticos dignos e patriotas, além de um povo que saiba discernir quem é o bom e quem é o mau político. José Luiz Carbone - Santos Marielle FrancoAlgumas pessoas não gostaram da lei, e pedem para o prefeito de Santos vetá-la. Lembremos que ela foi “assassinada” na companhia do seu motorista, e aí pergunto: por que não tirarmos nomes de ruas e praças espalhadas em todo território nacional dos verdadeiros “assassinos” da nossa recente história, do período pós-ditadura 64, começando pelo gal. Costa e Silva? Antonio Sergio de Jesus - Santos