[[legacy_image_273125]] BicicletasSe há uma figura com total liberdade na Baixada Santista, é o ‘bicicleteiro’. Não respeita sinal de trânsito, não precisa regularizar sua bicicleta, pode trafegar na contramão das ruas e avenidas e quando atropela uma pessoa, não precisa prestar socorro. Pode fugir impune, já que não há identificação. Mas, se for atropelado, tem o direito de ser ajudado – afinal, é crime a omissão de socorro. Agora, começa a surgir uma nova onda: trafegar com as bicicletas sobre as calçadas quando o congestionamento atrapalha sua livre existência. Fiquei indignado ao ver um casal de idosos ser importunado por uma dupla de ‘bicicleteiros’ que achou ruim ser admoestado. Estimo que eles irão conquistar mais esse ‘direito’. Vamos perder as nossas calçadas. Com a palavra os senhores prefeitos da Baixada Santista, especialmente o de Santos. Terão coragem de peitar esses milhares de ‘bicicleteiros’? Afinal, são muitos votos. Roberto Luiz Rufo e Silva - Santos Povos origináriosÉ realmente lamentável, para dizer o mínimo, a atitude de um vereador santista de reproduzir preconceitos e discriminações que alimentam o ódio, um sentimento não cristão. Deus é amor. Os povos originários não são os bárbaros nessa história de “descobrimento” das terras batizadas como brasileiras. Os povos indígenas foram massacrados, escravizados e brutalizados pela ganância branca. Se o vereador “apenas” reproduziu um texto publicado no site da Prefeitura de Bertioga, errou duplamente. Copiar e colar em pronunciamentos feitos na Tribuna da Câmara é o fim da picada. Já estamos todos bem crescidinhos para termos posicionamentos e escolhas melhores e mais humanas. Cidinha Santos e Rosângela R. Gil - Santos Dia dos oceanosOito de junho, Dia Mundial dos Oceanos. Segundo a ONU, cerca de 80% do plástico utilizado no planeta vai parar nos oceanos. A cada ano, oito milhões de toneladas de plástico vão parar nas águas dos oceanos, levando 100 mil animais marinhos à morte, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). As águas residuais, o vento, a chuva e as inundações também levam o plástico terrestre até os oceanos, especialmente aqueles de um só uso, tipo sacolas, canudinhos, cotonetes de algodão ou embalagens que, ao serem mais leves, voam para a costa ou entram na rede fluvial até chegarem ao mar. Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água de todo o planeta. As águas salgadas abrigam uma biodiversidade com quase 200 mil espécies identificadas. Eles são parte essencial para promover a regulação climática do planeta, pois absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido pelos seres humanos. Além disso, aproximadamente 3 bilhões de pessoas no mundo todo dependem dos mares como fonte de alimento. Materiais descartáveis devem ser evitados sempre que possível, buscando-se o descarte adequado. É primordial conscientizar as pessoas sobre a importância desse ambiente para a vida e sobre como as ações humanas interferem na saúde dos oceanos. Gilberto Pereira Tiriba - Santos A trilhaEm relação ao momento que vivemos e às possíveis perspectivas de futuro, ocorre-me que devemos ler ou reler o texto No caminho com Maiakóvski, de autoria de Eduardo Alves da Costa. E, com o seu conteúdo, ilustrar as cenas de que somos protagonistas, como cidadãos, como consumidores de serviços (especialmente aqueles sob concessão pública) e como pagadores de impostos. Decresce a cada dia a qualidade dos serviços de telefonia, de internet, de TV a cabo, de transporte coletivo e, naturalmente, de todo o essencial, que deveria vir diretamente do poder público em seus três níveis. A maioria de nossos “representantes” não representa além de seus próprios interesses e em seu estrabismo funcional não vê além dos próprios umbigos. Mas, também, nos cargos públicos não eletivos - em boa parte deles - os cuidados vão muito pouco além dos interesses pessoais e do corporativismo de seus integrantes. Sim, a trilha é estreita, escorregadia, pedregosa e por isso devemos ter a atenção redobrada, o raciocínio lúcido e a visão crítica enquanto ainda existe alguma claridade no caminho. Carlos D. N. da Gama Neto - Santos