[[legacy_image_212401]] Pesquisa e eleições (1) Os erros nas projeções eleitorais desmoralizam institutos de pesquisa. Ao longo do período eleitoral, as informações que tive a oportunidade de assimilar não me permitiram concluir que eram confiáveis e fidedignas. Com a conclusão das apurações deste primeiro turno, ficou evidente o desastroso lanço dos institutos de pesquisa. O desfecho negativo foi tão alarmante que exigiu uma assertiva do presidente do TSE, Alexandre de Moraes: “Quem deve explicar as discrepâncias de pesquisas eleitorais são os institutos”. Treze institutos de pesquisa cravavam 51% dos votos válidos para Lula e 36% para Bolsonaro e o desiderato foi de 48,4% a 43,22%. Ciro Gomes, que sempre foi apontado à frente de Simone Tebet, terminou atrás dela. Somados, ambos tiveram apenas 7% dos votos válidos, contrariando as pesquisas que apontavam a somatória de 12 a 13%. Para governador em São Paulo, os institutos sempre destacaram a liderança de Haddad, que acumulava 44% dos votos válidos, contra 35% de Tarcísio. No fim, Tarcísio, com 42,32%, superou Haddad, com 35,7%. Para o Senado, Marcos Pontes, com 49,68%, superou o favorito Márcio França, que obteve 36,27%. No Rio, Cláudio Costa derrotou Freixo no 1º turno, contrariando as pesquisas. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite liderou as pesquisas para governador, mas foi derrotado por Onix Lorenzoni (37,5%), com uma diferença de 10 pontos e por pouco não ficou fora do 2º turno. Para senador, Hamilton Mourão, que foi mantido em 3º lugar nas pesquisas, se sagrou vencedor com 44% dos votos válidos. No Paraná, Sérgio Moro que conforme o Ipec detinha 27% dos votos válidos, superou o favorito Álvaro Dias, que teria 33%. Moro foi eleito com 33,5% contra 23,9% de Álvaro Dias. Na Bahia, ACM, que segundo o Ipec venceria no 1º turno com 51% dos votos válidos, terminou com 40,88% e foi superado por Jerônimo Rodrigues, com 49,33%. Os institutos de pesquisa se tornaram úteis para canais de TV preencherem suas grades noticiosas por um bom tempo, iludindo os telespectadores. Os institutos de pesquisa devem rapidamente “enfiar a viola no saco”. Junios Paes Leme – Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pesquisa e eleições (2)Após o primeiro turno da eleição, em que ficou evidente o fiasco das empresas que fazem as pesquisas, e as mesmas afirmam que foi o voto enrustido, as empresas que contrataram esses serviços e pagaram bem caro devem estar torcendo as orelhas. O TSE diz que é a festa da democracia e exalta a liberdade, mas o voto é obrigatório e o voto é secreto. Por quê? Eu tenho muito orgulho em dizer em quem votei. Criou-se o voto para 16 e 17 anos. Qualquer dia vão querer liberar o voto em presídios, criando zonas eleitorais. Jorge da Silva Yanez - Santos Eleições O ex-presidiário consegue angariar votos suficientes para colocá-lo no segundo turno. Boulos, um radical da esquerda com ideias retrógradas, Suplicy, que nada se ouve falar dele a cada quatro anos, e Tiririca são eleitos e o leitor se queixa da eleição de candidatos que ele chama, ainda, de negacionistas. Em resumo, ele vê a formiga, mas não consegue enxergar o leão que passa a sua frente. Sua militância faz lembrar aquela personagem da escola do professor Raimundo, “só pensa naquilo”. Ademir Alonso Rodrigues - Santos Senador Tinha uma grande admiração pelo ex-prefeito de São Vicente Márcio França, que pelo seu trabalho e competência recebeu dois mandatos e, nos oito anos de governo, remodelou a cidade praiana e conquistou a admiração de todos os habitantes da cidade e das demais cidades da Baixada Santista. Pelo seu mérito, almejava novos desafios, tais como governar o Estado de São Paulo. Entretanto, para conseguir um novo salto na política, fechou um acordo com o ex-presidente Lula, candidatando-se a senador e colocando sua esposa como vice-governadora na chapa do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Resultado: foi derrotado fragorosamente e vai ficar no ostracismo por, no mínimo, dois anos. Que decepção! Luiz Antônio Alves de Souza - São Paulo