[[legacy_image_226905]] Excesso de fios Tenho percebido, caminhando pelas calçadas de Santos, o grande número de “sobras de fios” enroladas na maioria dos postes. Me causa espanto que isso se repete por todas as ruas e vem aumentando diariamente. Certo dia, perguntei a um trabalhador, de uma operadora de telefonia que estava fazendo reparos no alto de um poste, sobre essa “sobra’’ de fios e o mesmo desconversou, mostrando até um certo descaso em esclarecer a questão. Fui buscar informações sobre essa prática e me foi dito que seriam “sobras” para futuros reparos e ampliação do sistema. Fico preocupado em relação a esse tema, pois já me deparei, várias vezes, com pessoas subindo em postes e “cortando” essas sobras, possivelmente para venda – fato esse que poderá acarretar em corte de energia e até mesmo descarga elétrica, caso os cabos que venham a ser retirados erroneamente estejam energizados. Fica aqui meu registro, aguardando respostas para as seguintes questões: 1) É legal deixar essas sobras de fios nos postes?; 2) A quem cabe fiscalizar essa prática? Prefeitura? Polícia Militar? GCM? Rubio Leandro Ribeiro - Santos Caminhões x fios Na última sexta-feira, presenciei uma cena que, imagino, seja bastante comum nas ruas de Santos. No cruzamento das ruas João Pessoa e Constituição, no Centro, um caminhão enganchou em um dos fios pendurados nos postes, que cruzava a avenida com uma folga muito grande, representando um perigo para caminhões mais altos. O fio foi literalmente carregado pelo caminhão, que precisou parar por uns dez minutos, até que o motorista subisse na carroceria para retirá-lo. O trânsito ficou parado, sem contar o risco para o motorista, que não tem obrigação de saber se o fio está energizado ou não. É uma situação absurda, que não só enfeia a nossa cidade, como representa perigo para todos. Maria Rosa Albuquerque - Guarujá Tempos modernos Era uma vez um nobre cavaleiro, influente no seu reino, que queria levar um papiro com mensagens ao rei de um reino distante. No reino do nobre cavaleiro, seus vassalos realizavam festivais pagãos em homenagem ao rei. Quis o nobre cavaleiro aboletar-se em seu reluzente cavalo alado, atravessando florestas, oceanos e desertos para entregar seu pequeno papiro, em mãos, ao rei. Recompensado, desfrutou da hospitalidade do rei Rataq. Honorável, poderia o nobre cavaleiro enviar o papiro através de pombo correio, método mais moderno e menos custoso, mas não o fez. Preferiu mostrar seu destemor, seu apreço aos vassalos que o aguardavam e seu amor ao reino. Ao retornar, o nobre cavaleiro, todo pomposo, dirigiu-se aos seus vassalos: “Fiquem firmes, papiro entregue!” Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Violência Em 6 de dezembro, celebramos o Dia Nacional da Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, instituído no Brasil pela Lei 11.489/2007 – Lei do Laço Branco. A data remete ao assassinato de 14 mulheres no Canadá, na cidade de Montreal. Em 1989, Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma sala de aula da escola politécnica e ordenou que todos os homens se retirassem. Restando apenas mulheres, a execução foi iniciada. Logo após, Lepine tirou sua própria vida e deixou uma carta com a sua motivação: não suportava a ideia de ver mulheres estudando Engenharia, um curso tradicionalmente masculino. Depois de tantos anos, situações como essa ainda são vistas em todo o mundo. Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual nesse período de pandemia. É dever de todos os homens contribuir para edificar e disseminar uma cultura de igualdade, liberdade e respeito às mulheres. João Horácio Caramez - Santos