[[legacy_image_210331]] Crédito judicial Sr Matheus Bombig evidencia em seu artigo ser autoridade no assunto. Sua abordagem sobre "legaltechs" enseja presentes considerações, despretensiosas, e sem "juridiquês" para melhorar o entendimento do leitor leigo. Crédito judicial, tal como aqui posto, tornou-se, por força de circunstâncias, um problema E por quê? Pela total falta de perspectivas à solução. Refiro-me ao crédito judicial, decorrente dos, público e notoriamente fracassados, planos econômicos governamentais. Salvou-se quem, por rara felicidade, não tardou a demandar pelas perdas sofridas. A coisa, porém, foi de tal forma se avolumando, pelas restituições deferidas, que lá pelas tantas o então ministro Guido Mantega afirmou que naquela toada haveria quebra do sistema bancário nacional. Poder Judiciário, a pretexto de normatizar todo o volume de ações, determinou que se represassem tais andamentos. Ficou tudo no "ora veja". O poder paralelo passou a rastrear essas causas e a buscar contatos diretamente com as partes. Comportamento típico de arrematante de "galinhas mortas". Face cruel desse procedimento fica por conta dos valores oferecidos - via de regra - às liquidações dos mesmos créditos. Digamos assim, na "bacia das almas" de quem já perdeu a esperança de ver em algum dia, recuperado o seu dinheiro. São demandas de mais de vinte anos, a expressiva maioria daqueles poupadores já nem mais vive para desfrutar esses benefícios. E mesmo nós, advogadas e advogados, heroicamente trabalhando nessas ações, também passaremos sem recebimentos de respectivos honorários! Com a devida vênia do ilustre articulista, em sua conclusão "que bons ventos estão soprando a favor do mercado", considero esse mercado marcado pela injustiça. Termino invocando sábias palavras de Ruy Barbosa: "Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça, qualificada e manifesta." Luiz Flavio Martins de Andrade - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Política Está muito difícil ler as cartas que são enviadas, cada vez se percebe uma troca de farpas. Tem uma turma que diz que o atual presidente é genocida, fascista, miliciano, corrupto. Tem a turma do Lula que jura que ele foi inocentado de todos os processos, inocentado também pela ONU, também inocentado pelo TPP, Tribunal Permanente do Povo, e esse candidato tem os seus predicados como ex-presidiário, corrupto, chefe de quadrilha. Tem um do Ceará que tem a fórmula mágica para resolver todos os problemas do país, só não resolveu quando fez parte dos dois últimos governos, do Lula e da Dilma. Temos uma mulher muito inteligente, uma pena que seu desempenho durante a CPI foi pífio, e se perdeu na campanha com promessas sem fundamento. Uma pena, se tivesse mais cacife político tenho certeza que seria uma ótima escolha. Temos também a que vira onça, onde aproveitou um bordão e está usando, como na novela atual. O resto dos candidatos é melhor nem se comentar pela perda de tempo. É uma pena vermos uma campanha política caminhando assim. Jorge da Silva Yanes - Santos Tomie Ohtake Recente vandalismo ocorrido ao monumento da artista plástica Tomie Ohtake, no Emissário Submarino, reacende a discussão de como o Centro de Controle Operacional (CCO) não foi capaz de registrar imagens, em tempo hábil, a fim de se evitar e punir os autores do vandalismo. Fica aquela máxima do ditado popular: “depois da porta arrombada é que se coloca cadeado na porta”. Paulo Grottone - Santos Erosão na orla Sobre a matéria “Santos cogita ampliar geobags até o Canal 5 (página A-4, do dia 24/09)”, observações apontam que os "geobags" não estão evitando a fuga de areia e danos patrimoniais na Ponta da Praia. Não obstante, adequadas obras de abrigo, especialmente com enrocamentos intercalados, e propósito de reposição de areia têm sido eficientes em diversas praias do Mediterrâneo - Cesenatico, Itália; Waikiki, Havaí, EUA; inclusive no Brasil, Candeias, Recife. Por que essa insistência da Prefeitura Municipal de Santos com um modelo que observa-se ineficaz? Aluisio de Souza Moreira - Santos