[[legacy_image_223567]] Consciência Negra (1)Antes que me acusem de racista, sou afrodescendente. Seria bom que alguns “ídolos” da negritude fossem ressignificados. Zumbi não era essa “flor que se cheire”. Era um político, sequestrava mulheres, construiu uma sociedade colonial aos moldes portugueses em Palmares, foi escravizador de outros negros e índios, derrotados em guerras tribais entre quilombos e era inebriado pelo poder. Foi criado em instrução católica, batizado recebeu o nome de Francisco, sabia português e latim. Assassinou seu tio, Ganga Zumba, e assumiu Palmares com mão de ferro por 20 anos. Assim, nada a celebrar Zumbi, mas, sim, aqueles negros e descendentes que crescem na vida sem benesses de cotas, migalhas governamentais, e, sim, por suas competências e trabalhos. A consciência negra é igual à branca, indígena, oriental, ou melhor, só existe consciência em seres humanos, o que todos nós somos. Mas há ainda alguns “negros” que se locupletam à sombra desse “mito”. Evandro Duarte - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Consciência Negra (2)O Dia da Consciência Negra foi criado para trazer uma reflexão sobre a efetiva participação do negro no contexto social do Brasil. Trata-se de uma data que coincide com a data atribuída à morte de Zumbi dos Palmares, que aconteceu em 1695. Ele foi um dos maiores líderes da causa dos negros no Brasil, tendo lutado contra a sociedade escravagista. Zumbi foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior e mais longevo quilombo da história de nosso País. Ele assumiu a liderança do quilombo em 1678 e resistiu, durante quase 20 anos, contra as investidas dos portugueses. Foi morto após ter seu esconderijo denunciado, no dia 20 de novembro de 1695. Zumbi é, atualmente, um dos grandes símbolos da luta dos negros contra o racismo (tão) presente na sociedade brasileira. “Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor”. (Desmond Tutu) João Horácio Caramez - Santos Ministro do STFDe antemão, vocifero que devam ser considerados golpismos os ajuntamentos na frente dos quartéis, exibindo um rol de reivindicações inconstitucionais e ilegais, como também as habituais ofensas grosseiras e inconstitucionais aos ministros do STF. Entretanto, um ministro do STF deve se abster de qualquer comentário que possa expressar uma posição política, pois quem tem um cargo público não pode responder prescindindo do fato de ter um múnus público. No dia 6, foi publicada uma carta de minha autoria neste espaço onde eu destaquei que o ministro Barroso, do STF, recomendou aos seus seguidores escutar a música Já Vai Tarde, de um grupo de samba, dois dias antes do segundo turno das eleições. Dias atrás, o mesmo ministro Barroso, ao responder à provocação de um bolsonarista, retrucou com a expressão “Perdeu, mané, não amola”, referindo-se à derrota de Bolsonaro. Visceralmente, inapropriada. O artigo 39 da Lei de Impeachment estabelece que são crimes de responsabilidade: “exercer atividade político-partidária” e “proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e decoro de suas funções”. Recentemente, foi ventilado que o ministro Barroso quer antecipar a aposentadoria por estar cansado. Seria uma oportunidade para se tornar efetivamente um ativista, alardeando a sua preferência ideológica e exercendo atividade político-partidária. “Se non é vero, é bem trova-o” (Se não é verdade, é bem contado). Junios Paes Leme - Santos FanatismoNão bastasse o fanatismo de alguns que misturam política com religião, também no futebol esse “fenômeno” está se alastrando. Basta dar uma olhada nas redes sociais para constatar torcedores dizendo que vão torcer contra a seleção do Brasil no Mundial do Catar, porque esse ou aquele jogador votou no presidente Bolsonaro ou em Lula. Acho um absurdo que essa intolerância seja levada ao futebol. Felizmente, vivemos em um regime democrático e cada um tem o direito de votar e torcer para quem quiser, mas que essa atitude é estranha, isso é. Pátria, como nos ensina a letra do nosso hino, é para ser idolatrada por todos e acima de tudo. Futebol é apenas um esporte apaixonante, mas que deve ficar longe da política. Orlando Machado - Santos