Tribuna do Leitor - 5 de maio de 2022

Hoje, com as participações de Antonio de Jesus, Roberto Carvalho, Wagner Aragão e outros

Por: Redação  -  05/05/22  -  06:48
  Foto: Matheus Tagé/AT

Atualização salarial
Os mais velhos com certeza irão lembrar quando, alguns anos atrás e com a inflação bem parecida com a atual, os salários eram reajustados pelo que chamávamos de “gatilho salarial”, para que a perda na hora das compras em supermercados não fosse tão significativa aos trabalhadores e consumidores. Era uma reposição salarial automática toda vez que a inflação atingisse um pré-determinado índice, corrigindo aquelas perdas. Não sei se sua adoção nos dias de hoje seria ideal, mas deixo para reflexão o que a escolha errada de um governo pode ocasionar a todos nós.AntônioSergio de Jesus - São Vicente


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Fanatismo
Há tempos verifico que os fanáticos apoiadores do presidente da República vêm publicando cartas com posições antidemocráticas e com falsos moralismos. Os ataques ao STF são o auge desses fanáticos. O STF é o guardião da Constituição e seus membros são escolhidos pelo presidente da República nos termos da Constituição de 1988. Isso é democracia e é assim nos países verdadeiramente democráticos. Dentre várias condições, uma delas é o notável saber jurídico, coisa que todos os indicados desde 1988 o tem. Mas, na realidade, o que o cidadão que ocupa a Presidência da República sonha é com o poder pleno, antidemocrático, autoritário, sendo seu sonho de consumo a Rússia de Putin e a Turquia de Erdogan, países que se declaram democratas, mas que perseguem e prendem os opositores. Nada é melhor que a democracia e é esse o ideal de nossa Constituição. Como disse Churchill, “a democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela”. O problema é que os fanáticos apoiadores desse cidadão exalam ódio e preconceito, não tolerando quem os enfrentem. Para ser ter uma ideia do ódio dessas pessoas, até a campanha do TSE conclamando os jovens a votar eles criticam e chamam de “campanha comunista”. Lamentável. Roberto Pereira de Carvalho - Santos


Títulos eleitorais
O leitor e missivista sr. Evandro Duarte, talvez reflexivo pelo seu entorno, faz dura crítica aos jovens. Diz que aos jovens de hoje nada mais importa do que reality show ou divas pops. Engana-se: dê fala a um jovem que o senhor se surpreenderá. Certo é que os jovens entre 16 e 18 anos, nesta fase, estão em plena efervescência da adolescência, em época de conseguir uma boa universidade ou, na pior hipótese para os dias atuais, buscando um emprego para ajudar sua família. Talvez o missivista não saiba, mas o número de jovens entre 16 e 18 anos que tiraram o título de eleitor caiu a números assustadores. Daí o empenho do TSE. Força, garotada! Com o título de eleitor, elejam aqueles que se identifiquem com suas causas. Marcus Auréliode Carvalho - Santos


Undokai e área livre
Muito bonitas as fotos do Undokai, realizado no último dia 1º, no Portuários, em Santos. Pena que essa ampla área livre, com potencial para mais eventos assim e projetos de formação e especialização em esportes, lazer e cultura, esteja ameaçada. Afinal, os terrenos, que eram públicos (União), foram postos à venda pelo Governo Federal sem nenhuma discussão com a sociedade, e devem ser tomados pelo concreto de torres comerciais e condomínio. Não é de shopping e arranha-céu que a cidade precisa. Já foi acionada, via Ouvidoria, a Fundação Pró-Esportes de Santos, a fim de viabilizar ali uma espécie de universidade esportiva, a revelar atletas, profissionais especializados, a gerar emprego e renda multidisciplinar. Não é pela quantidade de marcas de grife que se mede o desenvolvimento de um lugar. Que haja tempo para se reverter iminente equívoco. Wagner de Alcântara Aragão - Santos


Moradores de rua
A sociedade civil deve colaborar na solução do problema dos moradores em situação de rua. Precisamos entender que dando comida, roupa e dinheiro apenas estamos ajudando a manter o morador em situação de rua na rua. Precisamos reintegrá-lo na sua família e na sociedade. Não devemos esquecer que o Serviço Social ajuda na obtenção de novos documentos, primeiro passo para a sua saída da rua. Certamente não vamos acabar com esse problema, mas vamos reduzi-lo a um mínimo "aceitável". Bonifácio Rodrigues Hernando Filho - Santos


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