[[legacy_image_235433]] Encontrei PeléQuando Pelé anunciou que não jogaria mais na seleção brasileira, veio um vazio muito grande, pois não iríamos ver mais o gênio em campo. “Dez é a camisa dele, quem é que vai no lugar dele?”, pensei à época. Agora, com seu falecimento, o vazio aumentou e veio uma tristeza muito grande. Certa vez, vi o Pelé subindo no elevador do Estádio Urbano Caldeira e uma funcionária estava fechando a porta, dizendo que estava tudo lotado e não caberia mais ninguém. Nesse instante, começou um alvoroço no lado de fora: “pera aí, tem mais um”. Era ele, o Rei Pelé! Fiquei muito emocionado, pois consegui abraçá-lo. Lembro que Pelé fez questão de cumprimentar a todos e saiu dizendo “vamos lá, o nosso Santos vai ganhar”. Cheguei em casa, contei para meu pai que tinha falado com o Pelé, ele me abraçou e choramos juntos. Obrigado, Rei Pelé. Oswaldo Martins Neves Jr. - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! SugestãoUma região turística como a Baixada Santista todo mundo gostaria de conhecer. Evidentemente, o anfitrião quer receber bem seus convidados. Agora, imagine por um instante o turista chegando aqui e estacionando em local proibido, sem os devidos cuidados, para um passeio no entorno. Ao voltar, não encontra o carro. De imediato, imagina ter sido roubado. Onde procurar orientação? O que fazer, estando com a família? Do outro lado, sem consideração alguma, a lei pura e seca: o veículo foi guinchado. Por isso, deixo como sugestão colocar uma simples placa da ação no local, com telefone para contato, sem a secretária eletrônica. Atendimento em tempo integral. Atendidas todas condições no local de atendimento, a liberação do veículo é imediata. O mínimo de burocracia em troca da melhoria da qualidade de vida. Valter José Vieira - São Vicente EscolhasNão dá para ficar calado quando, mais uma vez, leio nessa coluna descabida crítica ao presidente Lula, eleito democraticamente. Sr. Luiz Vinagre, seguidor do candidato derrotado nas urnas, explique assim para os seus netos: “Votei em um homem que disse que só não comeu carne humana por falta de companhia, que o nascimento de uma filha seria uma fraquejada, que gostaria de ter colocado bombas em quartéis, que não estupraria uma deputada federal porque ela não mereceria e que desdenhou de uma pandemia, dizendo que era uma gripezinha, oferecendo remédios comprovadamente ineficazes contra a covid-19 e, por fim, colocou sigilo de 100 anos em todas as suas atitudes erráticas”. Depois, explica o que um juiz de Direito fez para condenar esse ex-presidiário eleito. Eles entenderão. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Quebra de ritualA ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro na transmissão da faixa de posse ao presidente Lula foi a quebra histórica de um grande ritual simbólico. Este simbolismo demonstra a importância de termos respeito às urnas e o fortalecimento da democracia e a alternância do poder. A não participação nesse importante ato demonstra claramente o despreparo do ex-presidente em enxergar que um chefe de Estado deve estar acima de questões pessoais e ideológicas de grupos simpatizantes. Elias Carneiro Jr. - Santos Vivandeiras de quartelEm setembro de 1945, uma estranha mobilização de japoneses pelo Interior de São Paulo chamou a atenção das autoridades policiais. Convergindo para São Paulo, os nipônicos, carregando bandeiras de seu país, lotaram os hotéis pertencentes a seus patrícios. Diziam ter vindo recepcionar uma missão enviada pelo Japão para comunicar a vitória, na guerra, do país do sol nascente. Em 11 de setembro, japoneses chegaram ao Porto de Santos aguardando a chegada da esquadra japonesa para serem repatriados. O Japão estava arrasado por duas bombas atômicas, já havia se rendido e a essa altura nem sequer havia mais a Marinha japonesa, confiscada pelos americanos. Vivia-se uma irrealidade que hoje nos parece inverossímil, inacreditável. Contudo, vemos nos dias de hoje algo parecido com as vivandeiras de quartel (são palavras do marechal Castelo Branco) em um clima de fanatismo e irrealidade à espera de um golpe militar que não existe, o mito (ou seria mico?) já saiu do País sem passagem de retorno (preferiu Orlando a Haia) e a debandada é geral. Para os japoneses, restava a desculpa que viviam isolados, no Interior. Afinal, a maioria não entendia ainda o português, não tinha acesso aos jornais e rádios brasileiras e era manipulada por alguns inescrupulosos espertalhões, como sempre acontece, que aproveitaram para vender seus ienes aos ingênuos, que a essa altura já não valiam mais nada! Francisco M. Feijó Vasques - Santos