Convívio respeitoso Luiz Celso Manço era extremamente de esquerda. Eu, extremamente de direita. No passado, ambos tivemos participação ativa em nossas vocações ideológicas. Conheci-o, profissionalmente, há alguns anos e ficamos amigos. Consultas periódicas foram se tornando longos momentos de troca de vivências e contendas intelectuais inesquecíveis – sabia muito de política, história e vida. Exercíamos, assim, o ritual do convívio respeitoso e fraterno que só a democracia verdadeiramente praticada permite aos homens de boa fé. Saudades, meu irmão. Jousé Reinaldo Ferreira - Santos. Infeliz ideia É com extremo pesar que tomo ciência que a Câmara Municipal de Vereadores de São Vicente concebeu a infeliz ideia de outorgar o título de cidadão vicentino a Jair M. Bolsonaro. Os cidadãos desta ilustre cidade, celula matter da nacionalidade, sentem-se ultrajados com essa vergonhosa, inoportuna e infeliz concessão. Bolsonaro se revela um elemento hostil aos valores humanos, com tendências racistas, misóginas, preconceituosas e antidemocráticas. Logo, em consideração à história do município, tão bem representada em seu hino, o presidente da República mostra-se indigno de tal distinção. A proposta posiciona São Vicente num terreno vulnerável, distinguindo-o entre os mais de 5 mil municípios do País como aquele que se curva à ignorância e ao obscurantismo. Como cidadão e professor faço um apelo para que a medida seja revogada. Afinal, se a Câmara possui a caneta, os eleitores possuem o voto. Márcio Simões da Silva - São Vicente. Circulação de ônibus Muito importante a decisão do ilustre defensor público do Estado de São Paulo, dr. Alexandro Pereira Soares, ao exigir 100% da frota de ônibus nas ruas para evitar mortes e contaminação das pessoas, além da adoção das medidas sanitárias especiais em todos os veículos e no terminal do Valongo. Temos que salvar vidas. Esta pandemia exige cautela e segurança. Vamos reforçar as normas de segurança em todos os setores. Ong dos amigos de Santos. Turismo em Santos Na semana passada, o secretário estadual de Turismo de São Paulo deu uma agulhada certeira na veia do decadente turismo de Santos, dizendo que a cidade precisaria se modernizar para ganhar dinheiro na pós-pandemia. E mencionou literalmente os altos custos de tudo. Pontaria perfeita. Turisticamente falando, Santos envelheceu sob décadas de prefeitos sem cultura pessoal de viagens, que os tivesse abastecido com referências modernas de cidades que sabem ganhar dinheiro com turismo. Veja que Santos não tem hoje um cartão-postal sedutor, que magnetize o turista de bom nível. O Gonzaga, que deveria ser essa referência, é um cartão-postal amassado e desbotado. A poluição visual das placas de lojas, sem uma disciplina legal de arquitetura urbana, é um show de vulgaridades, ajudado pelo trânsito caótico, pelos vendedores de mandioca em carrinhos de pedreiro, pelos comerciantes de ovos com alto falantes. Sem falar naquele melancólico e detonado bonde na Pça das Bandeiras, que sinaliza com perfeição o analfabetismo turístico de quem foi eleito sob o discurso da criatividade até hoje inédita. O prefeito até hoje se mostrou incapaz de ver a obviedade turística da predominância de pedestres na av. Ana Costa em frente ao Shopping Parque Balneário e na R. Floriano Peixoto. Os dois trechos estão há anos esperando uma atitude de custo quase zero, mas de ganhos imensos, ou seja, a criação de calçadões nesses locais. Esses espaços, privilegiando turistas-pedestres, repaginariam o Gonzaga com o impacto de um novo cartão-postal, sob uma lei que disciplinaria a arquitetura urbana, limpando o lixo visual e criando mais um ambiente de lazer e consumo. Espero atitudes para Santos não ganhar definitivamente o troféu que tem hoje, como a cidade campeã do Turismo-Varejão. Nélson Machado - Santos.