Qualquer nome Em maio de 2004, o jornalista americano Larry Rohter, então correspondente no Brasil do jornal The New York Times, foi ameaçado de perder o visto por ter declarado que o excesso de álcool afetava Lula. O texto dizia que Lula, invariavelmente, aparecia com os olhos e as bochechas vermelhas, mas que ninguém do seu entorno tinha coragem de falar sobre o assunto. O então presidente ficou possesso com tal calúnia e queria porque queria expulsar o jornalista do País. As instituições brasileiras funcionaram e o arroubo de Lula evaporou como o álcool de seus poros. Neste período de pandemia, um conhecido blogueiro do YouTube foi intimado pela polícia por ter chamado o inquilino do Palácio do Planalto de genocida. Imaginem vocês. Novamente, as instituições funcionaram e a justiça suspendeu a investigação. Na peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare, na famosa cena do balcão, Julieta suspira seu amor por Romeu, triste por ele ter o sobrenome odiado pela sua família. "O que há em um nome? O que chamamos de rosa por qualquer outro nome não teria o mesmo perfume?", murmura. Escolha o nome que quiser, a rosa continuará sendo rosa. ARNALDO LUIZ CORREA - SANTOS Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Medidas tomadas As restrições drásticas que estão sendo implementadas nas mais diferentes regiões brasileiras levam em consideração, em primeiro lugar, a displicência do Governo Federal em relação à aquisição de vacinas no ano passado. Depois, a falta de compreensão de parte significativa dos mais diferentes segmentos sociais, que desrespeitam as orientações dos especialistas de Saúde em relação ao isolamento social, o uso de máscaras e não participar de aglomerações. URIEL VILLAS BOAS- SANTOS Sob proteção Na Praça da Igreja Nossa Senhora da Aparecida, bem antes das 20 horas e bem depois da meia-noite, crianças, jovens e moradores de rua promovem algazarra e peladas de futebol, sempre regada a bebida barata e suas consequências. Onde andarão os pais dessas crianças? Onde o medo desse vírus misterioso e assassino, que agora se volta contra os então imunes? Amanhã, lá estarão de novo, sobre a proteção de Nossa Senhora. CARLOS HONORATO - SANTOS Combo perfeito A covid mudou, criou variantes, mas nosso governo mantém sua postura. As novas variantes do coronavírus mostram que até o vírus se transforma e atua de forma diferente com o passar do tempo. Muito mais agressivas, desmistificam as premissas iniciais de que apenas idosos poderiam sofrer com seu contágio, chegando a óbito. No momento, percebe-se o crescimento das internações e óbitos de pessoas mais jovens, algumas sem nenhuma comorbidade. É fato que essas novas cepas estão deixando o sistema de saúde em colapso total, inclusive com o começo da falta de cilindros de oxigênio em São Paulo. A Covid-19 traz o combo perfeito para a assolar o país, visto que possui variantes, está em um terreno fértil, recheado de pessoas negacionistas e desprovidas de inteligência, que insistem com festas, baladas e o não uso de máscaras. Fatores aliados a um governo medíocre, que não adquiriu vacinas e nunca proferiu uma só palavra em prol da ciência e da medicina. RAFAEL MOIA FILHO - BAURU Desvarios No início da pandemia, o governador de São Paulo construiu a toque de caixa e com toda pirotecnia possível três hospitais de campanha para tratar dos pacientes com covid-19. Algumas semanas após, inexplicavelmente, essas unidades foram fechadas e totalmente desmontadas. Hoje, estamos enfrentando o caos, motivado pela falta de leitos na rede hospitalar do nosso Estado! Recentemente, tomamos conhecimentos que a Ordem dos Advogados do Brasil solicitou ao Tribunal Superior de Justiça a determinação da urgência da vacinação da população brasileira. Para coroar todos esses desvarios, o prefeito da cidade de São Paulo antecipou cinco feriados, transformando uma semana em férias coletivas para os habitantes da maior cidade brasileira, certo de que todos ficarão em casa, guardando a quarentena. Agora, adivinhem o que grande maioria dessa população fará nessa folga inesperada? Como disse aquele poeta popular: "Pare o mundo que eu quero descer". LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA - SÃO PAULO