<p data-end="348" data-start="144">Outrora ironizado como Velha Lenda do Transporte, hoje o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é uma realidade. Muito boa, por sinal. Atende milhares de usuários diariamente, com conforto, rapidez e segurança.</p> <p data-end="658" data-start="350">O modal é bem avaliado e, recentemente, inaugurou uma segunda linha que bifurca à esquerda na Conselheiro Nébias e vai até o Valongo. Esta linha melhora a acessibilidade ao centro histórico de Santos, passando por pontos com forte vocação turística, como o belo Mercado Municipal, restaurado faz pouco tempo.</p> <p data-end="921" data-start="660">Todavia, a expansão do VLT também trás desafios. O primeiro e mais imediato é o compartilhamento das mesmas ruas com carros e ônibus, no caso do ramal Valongo. Os riscos de acidentes crescem, portanto faz-se necessário segregar a via por onde trafegam os trens.</p> <p data-end="1222" data-start="923">Outra consequência é o aumento da demanda, na medida em que as linhas se expandem. O VLT "caminha" para a Área Continental de São Vicente e, apenas nesta região, temos mais de cem mil potenciais usuários. A pergunta é: o modal chamado Veículo Leve está preparado para este incremento de passageiros?</p> <p data-end="1428" data-start="1224">Nos horários de pico, os trens já trafegam cheios. Uma alternativa seria aumentar a velocidade e/ou diminuir os intervalos atuais, o chamado headway. Mas isso não é simples e pode comprometer a segurança.</p> <p data-end="1678" data-start="1430">Concluindo, não há dúvida que o VLT melhora a qualidade de vida dos moradores da Baixada Santista, particularmente os de baixa renda. Torçamos pela sua expansão, preservando a segurança atual. Que o sininho dos trens ecoem em toda Baixada Santista!</p> <p data-end="1724" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="1680">*Cezar Matiussi. Economista e ex-metroviário</p>