(Mídia Ninja/ Divulgação) Em todo oitavo dia do mês de março, surgem comemorações e afirmações sobre a importância das mulheres no desenvolvimento da sociedade, seja por sua participação como profissional ou por sua empatia, ao tentar amenizar as mazelas de um mundo em fragmentação. Porém, seja como for, o dia 8 de março tem como “missão” mostrar a existência das mulheres e seus direitos garantidos na saúde, na educação, entre tantos outros. Tais direitos, reforçados em pleno século 21, demonstram como é necessária a visibilidade da mulher. Visibilidade no sentido de reconhecimento de nossa existência, tantas vezes apagada acintosamente, haja vista o número de mulheres assassinadas, de todas as idades, no Brasil e no exterior. O século que nos desafia com a inteligência artificial ainda não foi capaz de garantir a segurança para uma mulher que viaja sozinha, que mora sozinha ou que tenha posicionamentos diferentes da maioria. Nossos corpos são julgados com rigidez medieval, buscando-se um padrão estético que nem as artes identificam como o correto a ser seguido. A visibilidade da mulher implica respeito em cada nicho social onde ela exerça uma atividade ou, simplesmente, viva. Tal visibilidade exige reconhecimento diante de suas diferenças biológicas, que de maneira alguma significam fraqueza ou incapacidade. Duas advogadas assinam este texto. Nossas experiências pessoais e profissionais nos trouxeram para a função executiva de uma instituição que deu visibilidade às mulheres. E aqui, visibilidade significa reconhecer nossa capacidade de união em torno de soluções possíveis, em prol de seus profissionais, mulheres e homens. A visibilidade de nossa instituição requer o comprometimento de todos, para colocar à luz temas que nos desafiam a sair da zona de conforto e participarmos, conscientemente, da construção de uma vida mais digna. Porém, a visibilidade incomoda porque ela traz, necessariamente, a reflexão do que é valorizado, do que chama nossa atenção. A visibilidade confronta mulheres e homens naquilo que temos de melhor, nossa consciência. Com alegria, orgulho e esperança, acreditamos na visibilidade de mulheres e meninas, em todas as profissões e em todas as circunstâncias em que saímos de nosso mundo particular e escancaramos a janela de uma sociedade que carece tanto do saber e do olhar de pessoas empáticas, mulheres e homens, o ano inteiro. *Daniella Berkowitz. Vice-presidente da OAB Santos Jackeline Pereira. Secretária-geral adjunta da OAB Santos