(Imagem Ilustrativa/ Pixabay) A gente recebe um monte de entulho pelo correio eletrônico, diariamente, mas às vezes chegam coisas espetaculares. Recebo da minha amiga Fátima um clipe via YouTube que é um belíssimo cartão de Ano-Novo. É uma música cantada por Sandra de Sá, por um cantor de Cabo Verde, Ilo Ferreira, e vários outros cantores e instrumentistas de diversos países, como Buenos Aires, Chile, Índia, Espanha, Jamaica etc. A música é linda, cantada em português e uma outra língua que eu não consegui identificar, talvez seja bengalês, mas não tenho certeza. E digo que é o cartão de Ano-Novo ideal, porque a letra é simples, mas diz muito, diz tudo o que queremos para o nosso futuro, para o futuro do ser humano e do lugar onde vivemos. Vejam alguns trechos: “Peço a Deus / que os homens encontrem / os seus sonhos perdidos / e que os sonhos despertem / esses olhos dormidos / que o amor transborde / e que vamos em paz. / Peço a Deus / que nos mande do céu / muita sabedoria / um amor verdadeiro / que ninguém passe fome / um abraço de mãos / que vivamos em paz / que terminem as guerras / e também a pobreza / Encontrar alegrias / entre tanta tristeza / que a luz ilumine / as almas perdidas / e um futuro melhor”. Alguém já tinha traduzido um cumprimento entre os seres humanos como “um abraço de mãos”? Pois é. Não é lindo? Não é a mais pura verdade? Não é o que todos queremos, o que todos pedimos? Como disse a minha amiga Fátima, Natal é isto: gente unida pela música. Parafraseando Mercedes Sosa: “a paz é cantarmos todos juntos!” O nome do clipe é Satchita (acho que é o nome da música) e a música, como disse, traduz nossos anseios e esperanças para um futuro melhor. Considerem a sua letra o meu cartão de Ano-Novo. E tenham todos o ano mais feliz de suas vidas. Que 2025 nos traga o resgate da educação brasileira, da saúde, da segurança, até da justiça. Que seja também o ano do resgate da paz no mundo. Vimos, nos últimos, a falência também da paz e da justiça e vamos torcer e diligenciar para que elas voltem a ser realidade em 2025. Como diria um apresentador que já se aposentou, vamos fazer um 2025 feliz e próspero. Cabe a nós. Conseguiremos se nos empenharmos nisso. *Luiz Carlos Amorim. Fundador e presidente do Grupo Literário