(FreePik) Sempre me alegro com a sagacidade dos cientistas que estudam o Cosmo (um termo criado por Pitágoras), que é o universo em seu conjunto. Para Carl Sagan Cosmo significa “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo o que será”, desde o universo às partículas do mundo subatômico. Na dimensão subatômica, os estudos revelam que as partículas têm a capacidade de estar ao mesmo tempo em dois lugares e que para um objeto na velocidade da luz, o tempo passa mais devagar. Os estudos me revelaram a Física Quântica e novos “mergulhos” trouxeram a Incerteza de Heisenberg, o Gato de Schrodinger, o Entrelaçamento Quântico, os Fractais, a Holografia, a Teoria do Tudo etc. Quanta coisa inédita e magnífica! Sabe-se que a ciência acordou que o universo surgiu há 13,8 bilhões de anos, que a Via Láctea tem 13,2 bilhões de anos, a Terra 4,5 bilhões de anos e que a “origem” aconteceu em uma “grande explosão”, quando tudo estava concentrado em um único ponto, denominado Singularidade. Certo, mas se tudo começou num “ponto” que explodiu de forma absurdamente rápida e intensa, surgem inquietações: onde se encontrava “suportado” este ponto? E quem “preparou o combustível” que provocou essa explosão? Ou quem “acendeu o fósforo” que desencadeou a ignição? Este ponto era único? Por que tinha o tamanho que definiram? E, por fim: poderia “este” Big Bang ser só um de muitos, que estariam explodindo em “espaços” replicantes simultâneos? Nessa direção, e mesmo que a definição pareça se aplicar ao “nosso” Universo, em 1957 o cientista Hugh Everett III apresentou a teoria de que existem universos “paralelos” (os multiversos), onde um número infinito de ocorrências se dão simultaneamente. E uma indagação surgiu quando o jornalista Ethan Siegel (revista Forbes, em 2020, com título “Se o Bing Bang não foi o início, qual foi ele?”), expôs que os cientistas agora investigam se “o Big Bang pode não ser o início do próprio Universo, mas é o começo do nosso Universo como o reconhecemos”, pois o físico inglês e Prêmio Nobel Roger Penrose havia declarado que “o Big Bang não foi o começo de tudo. E sim a transição entre um universo anterior e o nosso dentro de um ciclo eterno de universos”. O também ousado físico quântico Michio Kaku vem defendendo uma “Teoria do tudo” (que “supere” as teorias de Einstein) e muitos falam em um hiperespaço de 11 dimensões. Polêmicos, esses postulados até hoje causam controvérsias e discussões acaloradas na comunidade científica. Quanta coisa interessante! *S.Squirra. Jornalista, ex-docente da ECA/USP e escritor