Recebi um convite irrecusável: participar da solenidade de posse do Rotary. Naquela noite, tomariam posse as presidentes do Interact, do Rotaract e do Rotary Kids de Santos. Quem me enviou o convite foi a Laura, minha afilhada e nova presidente do Rotary Kids. A menina, com apenas 10 anos, é alguém por quem tenho enorme carinho. O tempo realmente passa depressa. Até outro dia, nós a carregávamos no colo; agora, assume uma gestão e demonstra estar disposta a encarar responsabilidades. O evento estava marcado para as 19 horas, na histórica sede da Associação Comercial de Santos, no Centro da Cidade. Sem pensar duas vezes, resolvi ir de Uber. Além da praticidade, ainda me livraria da eterna busca por uma vaga para estacionar. Pontualmente, desembarquei na Rua XV de Novembro. Ao chegar, parei por alguns instantes para admirar a fachada do prédio. O piso de mármore preservava a elegância de outros tempos, as paredes de pedra exibiam relevos clássicos e a imponente escadaria ao fundo parecia conduzir os visitantes a uma viagem pelo passado. Dirigi-me ao primeiro andar, onde aconteceria a solenidade. A sala ainda estava com pouca gente: apenas os jovens do Rotary e alguns familiares. No palco, os últimos detalhes eram ajustados antes do início da cerimônia. Resolvi procurar um lugar para me acomodar. As primeiras fileiras estavam reservadas. Pensei comigo: “Eita… essas definitivamente não eram para mim”, A cerimônia começou, e logo se percebia a atenção do público a cada discurso daqueles jovens. A plateia se emocionava com os relatos e experiências compartilhados. Confesso que também me emocionei. Naquela noite, conheci um pouco mais de perto o trabalho voluntário desenvolvido pelos integrantes da juventude do Rotary Club de Santos. Saí dali com a sensação de que a esperança continua existindo e, melhor ainda, encontra abrigo nas novas gerações. Para encerrar a noite com chave de ouro, ainda houve uma confraternização no segundo andar, com crepes e bebidas. Cumpri meu papel social com dedicação: comi dois crepes, tomei meu chá, chamei o Uber e voltei para casa. Missão cumprida, estômago satisfeito e coração aquecido. Ah! E não poderia terminar esta crônica sem parabenizar as novas presidentes, especialmente a Laurinha. Que sua gestão seja repleta de aprendizado, amizade e muitas boas ações. Afinal, quando a juventude decide servir ao próximo, todos nós ganhamos um pouco mais de esperança. *Formado em Logística, pós graduado em Comércio Exterior, estudante de Jornalismo, cronista e contista