(Gerado por IA) A geração X (grupo de pessoas nascidas entre 1965 e 1980) está sofrendo. Ou melhor, os que não foram contaminados pelo “vírus” da década: o imediatismo. Hoje, você não consegue fazer as pessoas, principalmente os jovens, te darem alguns minutos de atenção, seja para um texto ou uma mensagem de voz. O texto não é lido e nem interpretado direito, as mensagens de voz são aceleradas em até duas vezes, roubando toda a entonação de voz da pessoa que quer transmitir o recado. Ao acelerar uma mensagem, perde-se o tom da conversa, tudo fica meio imposto, arrogante, etc. Resultado: constantes ruídos de comunicação, que só causam perda de tempo, discussões e desentendimentos, sejam em assuntos pessoais ou profissionais. Está difícil achar uma pessoa que consiga prestar a atenção em alguma coisa por mais de 3 minutos. Dizem que é TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, é uma condição neurológica que se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade). Mas sabe, nem sempre, na verdade, parece um “vírus” que está atingindo a todos. A evolução tem seu preço, e sabemos que é impossível lutar contra ela, o mundo digital veio para ficar, agora só nos resta saber utilizar todas as ferramentas disponíveis sem afetar o mais importante: o entendimento do que estamos dizendo, postando, explanando, etc. Por exemplo: as mensagens de texto de um jovem “contaminado” por esse “vírus” do imediatismo, são abreviadas em diferentes e despadronizados acrônimos, fazendo com que o receptor da mensagem seja obrigado a traduzir, daí vem todos os ruídos e desentendimentos. Uma pena, pois as palavras bem ditas ou escritas são armas poderosas e eficazes, tanto para o bem quando para o mal. Mas o pior de tudo, é que não são apenas os jovens... as crianças e adultos também apresentam esse quadro de imediatismo. Você não pode comentar ou pedir alguma coisa, que a pessoa já quer resolver imediatamente, esteja ela em uma reunião, no restaurante, no teatro, cinema, academia, etc. A tecnologia misturada com a ansiedade e stress do dia a dia, são contagiantes e roubam uma parte essencial das nossas vidas, o nosso presente, ou seja, não se vive mais plenamente o presente, somos interrompidos frequentemente durante algo prazeroso que estamos fazendo. Que saco. Que triste. Que estranho. Os efeitos colaterais dessa nova atitude humana são a perda de precisão, paciência, atenção, vocabulário, interação, além do aumento inevitável do índice de mal entendidos. Hoje uma reunião de 5 minutos é muito longa, uma mensagem de 1 minuto é chata, um texto com mais de um parágrafo é “textão” e por aí vai. Qual será o remédio? Não existe remédio, e sim treinamento psicológico. Como? Assim: se você não gosta do mundo do imediatismo, deixe claro para as pessoas que você mantém contato, o seu jeito de se comunicar, não se deixe levar por essa parte imediatista. Sim, vão te chamar de chato, “tiozão”, perfeccionista, mas calma, no fundo, te entenderão e, se gostarem de você, respeitarão seu jeito de se comunicar. Outro efeito comum causado por essa nova prática humana, é o não aprendizado de novas formas de se expressar e escrever, exemplo: todo bom redator e orador, sabe que em uma conversa, palestra, explanação de qualquer assunto, possui o início, o meio e o fim. Se o ouvinte se permitir a calma para escutar ou ler tudo, verá que seu entendimento será melhor. Ao invés de interromper uma explanação somente pela falta de paciência, querendo saber imediatamente o final da história. Uma pena, pois é numa boa história ou em um bom texto que aprendemos o que a faculdade não ensina. A cada dia que passa, vamos perdendo o número de autodidatas, pois esses são criados através de muita atenção, interesse e disposição para entender e aprender definitivamente algo importante. A dica “viva o presente” nunca foi tão importante para nós, Seres Humanos. *Paulo Henrique Farias. Publicitário