[[legacy_image_347416]] Relembro também a caiçaras e marinheiros de Santos que tenho uma vida paralela aos meus feitos nesta cidade, que me acolheu como filho no bairro Campo Grande, em abril de 1971, e me outorgou o título de Cidadania na Câmara de Vereadores, em dezembro de 2014: sou escritor. Diga-se de passagem, escritor com ativismo cultural desde a adolescência, publicando crônicas no suplemento de A Tribuna, A Tribuninha, movimentos estudantis e livros mimeografados, impressos em gráficas independentes e editados por editoras, que chegam a 11, sem contar antologias etc. Em 2007, por indicação das escritoras Maria Araújo Barros de Sá e Silva e saudosa Edith Pires Gonçalves Dias, tomei posse como membro da Academia Santista de Letras, ocupando a cadeira número 17, cujo patrono, simplesmente, reverencia o nome de um dos maiores poetas santistas, o médico José Martins Fontes. Para os bons entendedores, não há honra maior do que tentar ser digno dessa comenda e manter da melhor forma possível as ligações necessárias com a literatura, o movimento cultural em geral e o estímulo aos novos autores, bem como a transformação de Santos, um dia, quem sabe, na Capital da Leitura. Ora, a Academia Santista de Letras, conforme inscrito na enciclopédia livre Wikipedia, é a entidade literária máxima da cidade de Santos, conhecida como Casa de Martins Fontes, fundada em 23 de junho de 1956, por 12 escritores que já não vivem mais entre nós - Álvaro Augusto Lopes, Archimedes Bava, Cid Silveira, Clóvis Pereira de Carvalho, Durwal Ferreira, Edmundo Amaral, Jaime Franco Rodrigues Junot, Saulo Ramos, Maria José Aranha de Rezende (Zezinha), Mariano Laet Gomes, Monsenhor Primo Vieira e Nicanor Ortiz. A Academia Santista é composta nos mesmos moldes da Academia Brasileira de Letras, com número limitado a 40 membros, que apenas deixam de ser após a morte ou em caso de renúncia à função. Mas os seus membros são chamados de imortais, não pela perenidade da vida, mas pelos seus feitos em prol de ações e obras pela preservação da memória cultural do povo e em especial da literatura de todos os gêneros. Hoje, a Academia Santista de Letras encerra inscrições para o preenchimento da vaga deixada por Edith Pires Gonçalves Dias, da cadeira número 25, cujo patrono é o grande poeta santista e brasileiro, Vicente Augusto de Carvalho. Os candidatos devem encaminhar, impreterivelmente hoje, até a meia-noite, o requerimento de inscrição, acompanhado de prova de domicílio em Santos, curriculum vitae e exemplares do conjunto de sua obra, de reconhecido valor literário, em envelope dirigido à presidência da entidade, a Avenida Ana Costa, 493, conjunto 17, Gonzaga. Confesso que gostaria muito de acrescentar às nossas companhias, como ocupante dessa cadeira, em decisão prevista para acontecer no próximo dia 13, um dos excelentes escritores santistas, em plena atividade criativa, e nomes não faltam para essa condição, como os queridos Benedito Furtado de Andrade, Chris Ritchie, Edson Amâncio, Eunice Tomé, Flávio Viegas Amoreira, Inês Bari, José Luiz Tahan, Lídia Maria de Melo, Madô Martins, Valdir Alvarenga e Vera Leon. A Academia estaria muito bem representada!