No último domingo de julho de 2026, estávamos em dúvida sobre o que fazer. Minha mulher lembrou que tínhamos dois convites para ir ao Monte Serrat, dados por um querido amigo, e resolvemos ‘turistar’ no Centro Histórico de Santos. O programa era almoçar no ‘cassino’ do Monte Serrat e, depois, ir à Festa Inverno Criativo, no Parque Valongo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Subimos pelo centenário funicular. Lembrei-me de minha adolescência, quando subia mensalmente as escadarias a partir da Fonte do Itororó. Era um tempo de esperanças e promessas, ao sabor de caldo de cana. Um dos desejos realizados me fez mudar a letra da tradicional música para: “Fui no Itororó beber água. Não achei! Achei bela morena e com ela me casei!”. Depois do almoço, encontramos Nicole Vallejo, que nos falou, entusiasmada, dos projetos do complexo. Os dois espelhos remanescentes da antiga sala ainda provocam os mesmos risos de quando o Monte Serrat fazia parte da programação da Semana da Criança das escolas públicas, nos anos de 1960. A visão de 360° a partir do terraço continua esplêndida! Depois, fomos à igreja, onde, além de preces, agregamos mais um item ao nosso oratório familiar. De volta à base, caminhamos por ruas praticamente vazias — um visual bem diferente de minhas caminhadas em dias úteis – até acessar o Parque Valongo pelo Bulevar José Colla, engenheiro ferroviário extremamente competente, com quem tive o prazer e honra de conviver por algum tempo. Na Festa Inverno Criativo, assistimos parte da apresentação de uma banda “cover” do Guns N’Roses, no recém-inaugurado Armazém 3. Em seguida, no Armazém 4, minha mulher degustou um churros e eu pedi um pedaço de bolo recheado com pudim e doce de leite. Ai, meu diabetes! O prazer imediatamente virou culpa! Comi só uma parte, ainda assim sob o olhar contrariado de minha mulher. Não sei se é sorte ou azar, mas toda vez que vejo algum doce que só tem mais dois pedaços, sempre me vendem os dois pelo preço de um. No mesmo dia, havia uma filmagem documental na Praça Rui Barbosa e uma exposição de artesanato na Casa de Frontaria Azulejada. Creio que havia atividades em outros locais. O “Carioca” estava “bombando”, com direito a uma “roda de samba”. Pois é… O Centro está cada vez mais vivo em termos de eventos culturais, artísticos e turísticos, todos sempre concorridos. Mesmo em outras áreas, essas atividades sempre atraem público numeroso. No Centro, o Parque Valongo se tornou catalisador por excelência desse processo, assim como o Centro de Convenções e os clubes, na Ponta da Praia. Imaginem quando o Parque Valongo estiver completo, inclusive com a transferência do Terminal de Cruzeiros! Santistas e turistas agradecem e pedem mais!