(Prefeitura de Bertioga/ Divulgação) Anualmente, acontece a campanha Novembro Azul , relacionada ao combate do câncer de próstata, e que também trata da divulgação e prevenção à doença que já dizimou, desde janeiro, 2.407 homens no País. Incomparavelmente, o Novembro Azul não tem a mesma avaliação do voluntarioso, conscientizador, solidário e acolhedor Outubro Rosa, o qual recebe com merecimento inigualável o apoio da grande mídia, administração pública e diversas empresas privadas. Em 1996, tive a honra de ser eleito vereador à Câmara Municipal de Santos e ser escolhido pelos pares presidente da Comissão Permanente de Higiene e Saúde, de 1996 a 2000. Sabia de antemão, por problemas de saúde na família e de amigos, a falta de políticas públicas preventivas e conscientizadoras, contra as várias doenças degenerativas que atingem os homens em todas as faixas etárias, principalmente os idosos e a raça negra. Em 1997, (há 27 anos), como vereador, criei o projeto da Saúde da Semana do Homem, que deveria ser realizada anualmente, toda segunda semana do mês de agosto. Nos anos de 1997 a 2005, portanto durante oito anos, promovemos em vários locais da Cidade palestras conscientizadoras sobre doenças cardiológicas, pulmonares, digestivas, osteoporose e urinárias, incluindo aí o radical e temível câncer de próstata. Todas essas palestras ministradas por médicos especialistas. A campanha Novembro Azul foi criada internacionalmente em 2003, portanto, seis anos após a Semana da Saúde do Homem, com foco unicamente no câncer de próstata, e a Semana Municipal visa conscientizar também sobre as múltiplas doenças que atingem os homens, como Alzheimer, Parkinson, distrofia muscular, osteoporose e o ignorado câncer de mama, que também afeta os homens, embora em menor escala. No dia 27 de outubro A Tribuna promoveu o proficiente fórum A Região em Pauta, com o tema Envelhecer com Qualidade, cujo teor do evento foi publicado em caderno especial no dia 3 de novembro. Nesse Fórum, houve a trágica denúncia feita por profissionais palestrantes, publicadas na página 7 do caderno , sobre o déficit de geriatras, que beira os 94%. A região tem poucos especialistas dessa área da Medicina. A Baixada Santista não tem médicos geriatras suficientes para toda a população idosa. Hoje, conforme a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), estima-se que haja 342.035 pessoas com mais de 65 anos na região. Enquanto que a Baixada Santista conta apenas com 12 médicos geriatras, sendo que alguns municípios nenhum possuem! Faz-se necessário que urgentemente os senhores prefeitos criem programas preventivos e curativos destinados à saúde pública masculina, envolvendo também a raça negra; pois a população do País está envelhecendo e a atenção a esta parcela dos moradores está precária em Santos. É importante que a Administração Municipal implante a Clínica da Saúde do Homem, com geriatras e demais especialidades, em um dos andares do Hospital dos Estivadores. Em Santos, a Lei 1.700/97, promulgada pelo prefeito, ainda tem validade e, é importante destacar, a prevenção, não somente minimiza o sofrimento futuro, como também poupa da morte diversas pessoas que podem ter seus diagnósticos identificados a tempo de se tratarem. Enfim, a prevenção é também uma economia positiva. *Martinho Leonardo. Presidente da Associação de Moradores do Bairro Aparecida e ex-vereador em Santos