(Reprodução) A Baixada Santista vem apresentando, nestes últimos anos, crescimento populacional a partir da chegada de pessoas que viviam em outras cidades e abraçaram a região. Diante disso, diversos setores foram modernizados ou adequados ao tempo. Temos os exemplos do Porto, da orla marítima, dos hotéis e restaurantes, do VLT e das unidades de atendimento à saúde da população (pública e privada). Sobre a Saúde, devemos ter nossa atenção voltada, pois ela reflete o status de desenvolvimento local. Entendemos que ainda possuímos carências em vagas hospitalares (atenção terciária) e, ambulatorialmente, em algumas especialidades (atenção secundária), pois a demanda é muito grande. Nesse ponto, entram em ação a atuação das unidades básicas de Saúde (conhecidas como policlínicas, na atenção primária) e a presença dos profissionais da Saúde da Família, uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 85% dos problemas de saúde podem ser resolvidos por um médico de família ainda na atenção primária e, segundo dados de 2020 da Demografia Médica no Brasil, essa foi a especialidade que mais cresceu na última década. A Saúde da Família e Comunidade tem suas bases na saúde coletiva, na medicina preventiva e na epidemiologia. É a especialidade que cuida das pessoas ao longo do tempo, independentemente do problema de saúde, do sexo ou da idade. Na prática, a definição abrange crianças, jovens, adultos, idosos e, até, puérperas que procuram o sistema de saúde com qualquer tipo de queixa. O profissional da Saúde da Família não é um médico generalista: ele atende de forma integral e olha não apenas para a doença, mas para a pessoa como um todo. A proximidade com a comunidade faz com que conheça o contexto biológico, social, familiar e psicológico do paciente. Justamente por esse contato mais próximo com a comunidade, o médico de família atende pessoas em diversas situações sociais, culturais e econômicas. Ele não atua somente para prescrição de medicamentos (medicina curativa), mas de uma forma preventiva, ou seja, visualizando as possíveis causas do problema em questão. Dessa forma, é capaz de resolver as queixas logo no início, reduzindo o encaminhamento a hospitais e evitando que os pacientes tenham de fazer exames ou intervenções desnecessárias, na prevenção de doenças, na redução de danos e na orientação a população sobre medidas de saúde pública. Isso é medicina preventiva, eficaz indicador de desenvolvimento regional. *Miguel Naveira, Paulo Marostega, Tatiana Arciniegas, Walesca da Silva, Weverson Alves e Yordanka Castillo. Programa Mais Médicos para o Brasil