(Carlos Nogueira/ Arquivo/ Prefeitura de Santos) Parece que foi ontem quando fui na inauguração da Casa das Culturas de Santos, que completou no mês passado dois anos de promoção cultural a todas as artes da Baixada Santista e da Capital paulista. À frente dos trabalhos, o curador e poeta Flávio Viegas Amoreira continua com o mesmo entusiasmo de início, enriquecendo ainda mais a programação geral como podemos citar o projeto recém-lançado Autor na Casa, com o conceituado médico, cientista, escritor e artista plástico José Antônio Garbino. E a escrita criativa que torna a tarde de sábado imperdível já produziu frutos, a colher com a primeira antologia da Casa das Culturas de Santos, título com poemas e contos dos alunos da oficina. Essa conquista reflete na crescente procura com novos estudantes. A ascensão da casa tem proporcionado aumento dos lançamentos de livros, que vêm acontecendo quase toda semana. Destaco os mais recentes, com poetas de Praia Grande (Guilherme Andretta Pompermayer e Renilda Viana, que, inclusive, participa da Bienal da Bahia levando a literatura da Baixada Santista), de Santos (Guilherme Maurício Monteiro, Clara Sznifer e Felipe Arruda Nascimento) e de Cubatão (o poeta Marcelo Ariel e a Revista Cuipatã, com literatura, ensaios, e na primeira edição, um dossiê dos 40 anos do incêndio da Vila Socó). Quando se trata de valorização da história do Município e do Brasil, o Patrono da Independência, José Bonifácio, teve sua vida e poemas contados pelo pesquisador João Jorge Peralta e pela poeta Eunice Tomé. Também passaram este ano pela Casa o jovem Grupo Vocal Espalhando Sons, talentos da Associação Galp Esculpir, um sarau literomusical marcando os 100 anos de nascimento do poeta Thiago de Mello com o Grupo Cantos Literários e a encenação Nada II, com o ator e diretor Euler Santi, com música de Ernani Fernandes, dentre tantas atrações para todos os públicos. Mas o meu maior fascínio quando estou no casarão construído em 1900 para ser residência de funcionários da então Companhia Docas de Santos, que tanto me inspira a sua moda da época, são as amizades ali firmadas no convívio com a turma da escrita semanal, na descontração de todos ali presentes dando o melhor de si na produção de seus textos, Não é o local que faz a ocasião, são as pessoas que destacam o local. Parabéns, Flávio, amigos e profissionais que tanto nos ajudam. Que venham mais anos a comemorar! * Jornalista