[[legacy_image_316313]] O jovem, assim que conclui o Ensino Fundamental, começa a preocupar-se em escolher o curso ideal que irá prepará-lo para a futura profissão e é levado a pensar “no que vai ser quando crescer”. Claro que, dependendo da sua situação financeira, a escolha poderá ocorrer já no Ensino Médio, mas poderá ser adiada para mais adiante. Num caso ou em outro, essa opção dar-se-á quando o indivíduo ainda é muito jovem, talvez sem a absoluta certeza do que realmente quer exercer profissionalmente. Uma vez disseram-me que a pessoa deveria escolher sua profissão depois dos quarenta anos, pois a maturidade facilitaria o maior acerto e raramente traria decepções. Mas, na prática, esperar tanto é impraticável, mesmo porque as oportunidades no mercado de trabalho passam a ser mais raras e a procura sempre recairá em pessoas mais jovens, com raras exceções. Escolher a profissão torna-se algo sério e, quando se recorre a um profissional especializado, deve-se ter bastante cautela, para não tornar a situação incômoda, resultado de uma orientação, por vezes, inadequada. O profissional responsável pela orientação vocacional, que levará o indivíduo a optar por essa ou aquela profissão, deve executar seu papel de modo objetivo, porém discreto; seu papel é orientar, mostrar todas as possibilidades, os aspectos positivos e, até, os negativos, relacionados às aptidões do seu orientando, sem influenciá-lo de modo a determinar a profissão, permitindo que, diante de alternativas adequadas aos interesses, o próprio orientando faça a sua escolha final. É claro que essa escolha deverá ser resultado de um trabalho bem realizado e que, no final, proporcione a satisfação pela opção apropriada. Quando o profissional responsável pela orientação vocacional tiver em suas mãos um jovem que, recorrendo à sua ajuda, busca um esclarecimento para definir sua carreira, deva agir de maneira a abrir, a partir de um trabalho consistente, embasado em testes, questionamentos de sondagens de aptidões, entrevistas com o próprio orientando e, se for necessário, com os pais, os caminhos a seguir. Cada pessoa tem aptidões para mais de uma atividade profissional, muitas vezes até dessemelhantes. A questão será, a partir dessas descobertas, esmiuçar cada uma delas, num trabalho transparente, mostrando ao jovem ainda indeciso todas as probabilidades de se alcançar o sucesso esperado, dentro dos interesses mais latentes verificados a partir do desenrolar dos trabalhos de orientação. Isso feito, o orientando certamente optará por uma carreira adequada e, assim, o trabalho do orientador vocacional terá alcançado seu objetivo, resultado de um processo bem sucedido. Esse assunto está aqui exposto de maneira resumida, mas é bastante complexo, pois envolve o futuro de cidadãos e determina o grau de capacidade do profissional que os orienta. Muitos outros detalhes poderiam ser acrescentados a essa abordagem inicial. O objetivo, aqui, é o de estimular a discussão sobre o assunto, para proporcionar a reflexão sobre a importância do tema. Ao término de cada ano letivo, esse assunto vem à baila e preocupa alunos, educadores e pais. É tempo, portanto, de se pensar nesse assunto para proporcionar uma boa e acertada escola da futura profissão.