[[legacy_image_302455]] Não é novidade que o setor de crédito perde muito ao não considerar métricas além das tradicionais para determinar a qualidade de crédito. Por si só, as pontuações não mostram o quadro completo das finanças do solicitante. É uma relação perde-perde a empresas e usuários. Com o open finance, observamos melhoras significativas nesse cenário. Conceder ou não crédito, desde os sumérios, depende apenas da confiança, o que muda a partir da possibilidade do compartilhamento das informações dos solicitantes é a maneira como os bancos validam o pedido. Hoje, isso é construído com dados, e desde o open banking temos retirado a assimetria informacional, fornecendo um escopo que reflete muito melhor a realidade do usuário final que um bureau de crédito sozinho, por exemplo. Esses dados alternativos às pontuações podem criar maiores oportunidades de concessão a taxas mais baixas, expandir o acesso a crédito à população sem histórico tradicional e incluir mais pessoas aos serviços financeiros. Há empresas que registram aumento em 50% de suas concessões de crédito por utilizarem dados do open finance na análise. Mas as oportunidades não se limitam à concessão. Entender a fundo o comportamento financeiro do solicitante traz uma melhora significativa para os modelos de crédito, corroborando em muitos benefícios. A redução de fraudes é um deles. Muitos são os golpes aos quais o setor de empréstimos está suscetível e a verificação de identidade é essencial no processo de aprovação. É interessante notar que alguns métodos de verificação de identidade funcionam melhor que outros para entregar tais resultados. Durante o processo, os credores revisam as informações fornecidas pelo solicitante do crédito, como nome, endereço, data de nascimento e números de identificação. Todas essas informações facilmente coletadas via compartilhamento de dados. Além disso, o open finance entra como facilitador, já que por meio do compartilhamento de suas informações financeiras, uma única vez, é possível realizar todos os pontos necessários para a concessão do crédito, agilizando a requisição, sem fazer com que o cliente tenha que tirar foto de diversos documentos. Com os dados em mãos, é hora de checar a renda. Historicamente, o processo envolvia a entrega de muitos documentos. Com o open finance, esse processo é impensável daqui a alguns anos. Os clientes usarão suas credenciais de login para obter as informações necessárias de renda em segundos. No final das contas, tudo é sobre experiência. Estudos recentes mostram que o atrito no processo de integração pode levar usuários a desistirem de um produto. De acordo com a pesquisa de consumidores Fintech Effect, 73% dos americanos dizem que a facilidade de inscrição afeta o uso ou não de um aplicativo. Além disso, 58% dizem ter desistido de se inscrever em um aplicativo quando o processo era muito complicado. Por isso, quando usamos apenas um consentimento para coletar todos os dados necessários para o empréstimo, entregamos ao usuário final uma experiência sem fricções, facilitada e muito mais rápida. Segurança deve (e pode) andar lado a lado com uma experiência de qualidade.