( Marcelo Camargo/ Agência Brasil ) O termo empreendedorismo é ainda pouco usual no nosso meio social. Nos dicionários encontramos expressões assemelhadas como: empreendedor, empreender, empreendido e empreendimento. Todas elas estão relacionadas ao ato de assumir uma tarefa ou uma responsabilidade, uma ação significativa. Empreendedor é aquele que assume para si a responsabilidade para realizar uma ação, para executar um grande projeto. Existem escolas que têm em seus projetos a possibilidade de que seus alunos tenham contato com o mundo dos negócios. Essa nova linha de ação ainda gera polêmica, porque decidir incorporar nos currículos conteúdos voltados à formação de empreendedores ainda deixa muita gente sem saber direito como agir. Os educadores e especialistas, responsáveis ou interessados em analisar a questão, decidem iniciar as discussões com questionamentos: como se deve ensinar empreendedorismo? Será preciso colocar uma disciplina sobre isso no currículo? Em que série ou etapa do ensino os conceitos de empreendedorismo devem surgir? Haverá prejuízos para outras disciplinas como a diminuição de carga-horária ou a retirada de alguns componentes curriculares? O pedagogo e geógrafo Luca Rischbieter, afirma: “essa discussão tem um duplo aspecto. De um ponto de vista estritamente didático, a ideia é excelente”. Ele alerta para o fato de que “uma coisa é educar para o consumo crítico, formar pessoas que saibam pesquisar preços, que saibam discutir sobre o funcionamento de uma empresa e aprendam sobre marketing”. Um ponto que divide muitos especialistas em empreendimento é a hora de aprender a ser empreendedor. Uma nova educação é essencial para pensar em novos empreendedores. Programas de empreendedorismo paralelos ao currículo escolar tradicional poderiam ser a solução ideal para formar empreendedores. Posso concluir que, na prática ainda a ser devidamente estabelecida, o empreendedorismo na educação é uma tarefa que deve acontecer pouco a pouco, a partir da formação básica e se implantando, com mais força e qualidade total, nas etapas subsequentes da educação. Os conceitos apreendidos e acumulados durante todas as fases da educação, aliados à formação do jovem cidadão, possibilitarão os trabalhos de “construção” do empreendedor, que certamente será capaz de ter sucesso nos negócios, em qualquer ramo de atividade econômica escolhida, levando-se em consideração as aptidões de cada ser humano e a sua bagagem sólida de conhecimentos básicos adquiridos, imprescindíveis para o bom empreendedor e para um eficaz empreendedorismo. *Maurilio Tadeu de Campos. Mestre em Educação, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro da Academia Santista de Letras