Imagem ilustrativa gerada por IA (FreePik) O tempo nunca para. Passa em velocidade quase impossível de mensurar. Os ponteiros dos relógios giram no chamado ‘sentido horário’, claro, nos medidores de tempo que possuem ponteiros para marcar as horas, minutos e segundos. Já o nosso Planeta Terra faz seu Movimento de Rotação em vinte e três horas e cinquenta e seis minutos, na contramão do girar dos ponteiros dos relógios. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Desde que estudamos os movimentos da Terra, quando lá estávamos sentados nos bancos escolares, sempre nos ensinaram que o Planeta tem dois movimentos: Rotação, a marcar um dia e Translação, com a duração aproximada de um ano. Porém, os estudos de astronomia, preconizados pela Geografia e demais Ciências, revelam que a Terra tem, ao todo, quatorze movimentos. Por que, então, estudamos só dois? ‘Simplistamente’ nos interessa estudar e entender os mais perceptíveis, como habitantes desse nosso Astro Iluminado, o terceiro a girar em torno do Sol e a rodar “como se fosse um imenso pião’, no seu próprio eixo. Assim, as horas passam como notas musicais, cada uma com seu próprio andamento, sonoridade exclusiva e significado. O sol faz despertar o clarão da manhã em muitos acordes que nos levam à alegria e à esperança de viver como se cada dia fosse, sempre, um novo recomeço. Vem a tarde em acordes nostálgicos e reflexivos, repletos em refrões de belas canções. Cai a noite e um solo suave de um pífaro, entoando suaves efetivações, marca mais um solo de sonhos. O tempo é um maestro, regendo a orquestra da vida com precisão e beleza. Cada dia, uma singular partitura, com suas próprias melodias e harmonias. No ritmo das horas, percebe-se intensa inspiração para bem sobreviver. Os minutos tornam-se compassos e cada segundo é um som, a minutar as batidas do coração. A vida é uma melodia complexa, com altos e baixos, sempre com um ritmo-guia. Às vezes, o tempo parece acelerar, como um allegro frenético. Outras vezes, ele se arrasta, como um adagio melancólico. Vou ao encontro da poesia nas situações bem simples, sorvendo a beleza das horas a sempre passar. Cada noite agitada faz-me render ao sono, sabendo que, nas próximas manhãs, novas cadências melodiosas conduzirão o bem passar pela sinfonia da vida. Nesse contínuo ciclo de ritmos e horas, aprendo a valorizar cada instante e não deixar que o tempo me escape. O ritmo das horas ensina-me a viver no presente, a aproveitar cada nota, cada som, cada momento. E, quando o silêncio calhar, saberei que tudo estará sendo preparado por originais melodias, típicas do ineditismo de novos e afortunados dias a passar, e nós, sempre de braços dados com o tempo. Maurilio Tadeu de Campos. Mestre em Educação, professor, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro das academias Vicentina e Santista de Letras